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A coordenação nacional do programa de governo da coligação Unidos pelo Brasil, que tem como candidata à Presidência da República a ex-ministra Marina Silva (PSB), lançou uma nota, neste sábado (30), retificando o capítulo sobre os direitos LGBT. No trecho substituído, o texto apoiava propostas em defesa do casamento civil igualitário.

De acordo com a nota, o trecho do capítulo não retrata “com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo”. O texto ainda relata que houve uma “falha processual na editoração” e que “não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT”.

Com a mudança o programa de governo não preserva mais o casamento civil igualitário, defendendo apenas a garantia “de direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo”. Vale lembrar que essa norma já tinha sido assegurada pelo Superior Tribunal Federal (STF).

Fonte: Por Alex Ribeiro, do Blog da Folha.

unnamedOs números da pesquisa da Nassau, em relação à corrida para o Senado, mostram o candidato do PT, João Paulo, na frente, com 29% das intenções de voto. No último levantamento, o deputado federal somava 30% das intenções de voto.

O concorrente socialista Fernando Bezerra Coelho aparece com 19% das intenções de voto. No levantamento anterior, contava com 13%.

Na situação atual, em uma diferença que já foi maior, de 18%, agora dez pontos percentuais afastam os dois candidatos.

Como o percentual de eleitores indecisos é elevado, pode-se dizer que as eleições estão em aberto.

Os votos brancos e nulos caíram de 31% para 26% do total da pesquisa. Além destes, existe ainda um total de 24% que afirmou não saber ou não respondeu.

A candidata Albanise do PSOL teve 1%. Simone Fontana, do PSTU, outros 1%. Oxis zerou.

O dado mais curioso do levantamento, entretanto, é a distribuição espacial dos votos neste momento.

O ex-prefeito do Recife pelo PT João Paulo vence em quatro das seis regiões pesquisadas. Na cidade do Recife, João Paulo tem 41% e FBC tem 17%.

Na Região Metropolitana do Recife, excluindo-se a própria cidade, o petista tem 36% e o socialista 16%.

Na Zona da Mata, o placar apresenta 23% a favor do petista, contra 15% de FBC. Já no Agreste, João Paulo conta com 27% e FBC, 11%.

Já o ex-prefeito de Petrolina FBC vence em duas delas, na região do Sertão (27% a 17%) e mais ainda na região do São Francisco, com uma placar elástico de 55% a seu favor e 12% de intenções para João Paulo.

Nesta quinta-feira, não por acaso, o presidente Lula estará na cidade de Petrolina e Juazeiro para fazer campanha em favor de Dilma e Armando Monteiro Neto.

Fonte: Por Jamildo, do Blog de Jamildo.

governadorA segunda rodada de pesquisas do Instituto Maurício de Nassau, para o Jornal do Commercio e o portal Leia Já, mostra um empate técnico entre os principais concorrentes ao Palácio do Campo das Princesas, a pouco mais de um mês das eleições em Pernambuco.

O candidato de oposição, o petebista Armando Monteiro Neto, continua na frente com 32% das intenções de voto, na pesquisa estimulada. Na edição anterior do levantamento, no começo de agosto, o petebista contava com 37% das intenções de voto.

Pelo lado da situação, o candidato socialista Paulo Câmara aparece com 28% das intenções de voto. No levantamento anterior, somava 10% das intenções de voto. Foram impressionantes 18 pontos percentuais em três semanas.

Os organizadores do estudo informam que a situação configura empate técnico porque a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Nesta situação, os candidatos podem ter dois pontos acima ou abaixo.

Os candidatos Miguel Anacleto (PCB), Jair Pedro (PSTU) e José Gomes (PSOL) registaram apenas 1% cada um nas intenções de voto.

A pesquisa é a primeira divulgada após duas semanas do início do guia eleitoral na TV, em que os candidatos apresentam suas propostas e, no caso dos menos conhecidos, tentam apresentar-se ao eleitor, como é o caso do estreante socialista.

armandaoAlém do guia, o principal fato de relevância no curso da campanha até o momento foi a morte do ex-governador Eduardo Campos, aliado de Paulo Câmara, no dia 13 de agosto, em um acidente de avião em Santos, no litoral de São Paulo. Os petebistas apontam essa comoção como o motor do crescimento do socialista e alguns adversários chegaram a reclamar de uso eleitoreiro do velório e sepultamento do líder socialista. Houve até uma guerra pelo uso da imagem do ex-presidenciável no Tribunal Regional Eleitoral, após a morte, no guia da TV.

As entrevistas foram realizadas nos dias 25 e 26 de agosto.

O tamanho da amostra somou 2 mil 480 pessoas entrevistadas.

A pesquisa foi contratada pelo portal de Notícias Leia Já e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Na Justiça eleitoral, a pesquisa foi registrada sob o número PE-00018/2014, no dia 21 de agosto de 2014.

pauloBriga por regiões

Um corte interessante de se observar no levantamento da Nassau é o das intenções de voto por região. Há seis sub-regiões pesquisadas.

Armando Monteiro Neto vence em três delas (Agreste, Sertão e São Francisco), empata em uma (Região Metropolitana do Recife) e perde em duas (Cidade do Recife e Zona da Mata) para Paulo Câmara.

O melhor desempenho de Armando Monteiro Neto se dá no Sertão, onde vence por 44% a 24%. depois, vem o Agreste (35% a 23%) e o São Francisco (32% para Armando e 27% para Paulo Câmara).

No caso do socialista, sua melhor performance ocorre na cidade do Recife (37% a 27%), possivelmente em função da boa gestão do prefeito do Recife, Geraldo Julio. Na Zona da Mata, o score é de 30% a 28% a seu favor.

O empate numérico, em 27% para cada lado, na Região Metropolitana do Recife, pode significar que a eleição virtualmente seria decidida no centro urbano, considerando que trata-se do maior colégio eleitoral entre todas as regiões.

Fonte: Por Jamildo Melo, editor do Blog de Jamildo, com Amanda Miranda, repórter do NE10.

 / Foto: Guga Matos/JC Imagem

Foto: Guga Matos/JC Imagem

O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco realiza nesta quinta-feira duas assembleias: uma às 9h30 e outra às 15h30, na Rua Araripina, em Santo Amaro, área central do Recife, para decidir se a categoria paralisa novamente as atividades na sexta.

Nos dois encontros, motoristas, cobradores e fiscais vão votar se aceitam a decisão do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antônio José Barros Levenhagen, de reduzir para 6% o reajuste relativo ao tíquete-alimentação, diárias, auxílio-funeral e indenização por morte ou invalidez, e de manter o aumento de 10% do salário, publicada na terça-feira no diário eletrônico do órgão.

De acordo com a assessoria de comunicação do sindicato, a possibilidade de uma nova greve também vai ser discutida durante as assembleias, mas os profissionais garantiram que qualquer decisão vai ser comunicada antes, para que a população não seja pega de surpresa. O sindicato assegura seguir os trâmites legais necessários. De acordo com a categoria, 22 mil trabalhadores rodoviários atuam no sistema de transporte de Pernambuco.

Fonte: Do JC Online.

Agência Brasil (Brasília) – Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT)/MDA divulgada hoje (27) mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) liderando a corrida presidencial com 34,2% das intenções de voto para a Presidência da República. Em segundo lugar está a candidata pelo PSB, Marina Silva, com 28,2% das intenções de voto, e, em terceiro, Aécio Neves (PSDB), com 16%.

De acordo com a pesquisa, no caso de um segundo turno, Marina Silva venceria um embate contra Dilma Rousseff, obtendo 43,7% das intenções de voto, ante 37,8% da adversária. Nesse cenário, votos brancos e nulos somam 12,4%, e não sabem ou não responderam à pesquisa 6,1%. Os resultados são semelhantes à pesquisa do Instituto Ibope divulgada ontem (27).

Se o embate no segundo turno fosse disputado entre Dilma e Aécio, a candidata do PT obteria 43% dos votos, e o tucano 33,3%. Brancos e nulos somariam 16,7%; não sabem ou não querem responder, 7%. Em um embate entre Marina Silva e Aécio, em um eventual segundo turno, Marina seria eleita presidente com 48,9% das intenções de votos, enquanto Aécio teria 25,2%. Brancos e nulos somariam 17,2%; não souberam ou não quiseram responder, 8,7%.

Com relação aos demais candidatos, Pastor Everaldo (PSC) obteve 1,3% das intenções de votos no primeiro turno; Eduardo Jorge (PV) obteve 0,4%; Luciana Genro 0,3%; e Levy Fidelix (PRTB) 0,2%. Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC) e Rui Costa Pimenta (PCO) obtiveram 0,1% cada; e Mauro Iasi (PCB) 0%. Votos nulos ou brancos somam 8,7%. Não sabem ou não responderam 10,4% dos pesquisados.

Em pesquisa espontânea, quando se pergunta a intenção de voto do eleitor sem mostrar a lista com os nomes dos candidatos, Dilma tem 26,4% das intenções de votos no primeiro turno; Marina chega a 18,6% e Aécio tem 11,3%. Os demais candidatos ficaram com menos de 0,5% dos votos. Brancos e nulos somariam 9,5%; não souberam ou não quiseram responder, 32,9%.

A avaliação do governo Dilma foi considerada positiva para 33,1% dos entrevistados, contra 28,8% que o consideram negativo. A aprovação do desempenho pessoal da presidente ficou em 47,4% – exatamente o mesmo percentual que o desaprova. Para 6,8% dos entrevistados, o governo Dilma é avaliado como ótimo; 26,3% como bom; 37,4% como regular; e 11,8% como ruim; e 17% avaliam o governo dela como péssimo.

Para a pesquisa da CNT foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137 municípios localizados em 24 unidades da Federação, entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, e o nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR400/2014.

Fonte: Por Branca Alves, do Blog da Folha.

A candidata à Presidência da República pela chapa Unidos pelo Brasil, Marina Silva (PSB), também está à frente da presidente Dilma Rousseff (PT) em Pernambuco. A última pesquisa Ibope mostra a socialista com 41% das intenções de voto contra 37% da líder petista. O postulante Aécio Neves (PSDB) aparece em terceiro lugar com 3%.

De acordo com o portal G1 Pernambuco, a pesquisa foi feita em 69 municípios do Estado. O Ibope ouviu 1512 eleitores entre os dias 23 e 25 deste mês.  A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Por Alex Ribeiro, do Blog da Folha.

 / Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

(Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem)

Mais uma paralisação dos ônibus acontecerá entre as 5h e 8h desta segunda-feira (25). A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Rodoviários do Grande Recife após uma reunião realizada na tarde deste domingo (24), que começou por volta das 14h, nas proximidades da Avenida Visconde Suassuna, no bairro de Santo Amaro.

O encontro estava marcado para acontecer na sede do Sindicato Municipal dos Professores da Rede Oficial de Ensino do Recife (Simpere), mas o espaço não comportou a quantidade de trabalhadores dispostos a participar da assembléia e a discussão foi realizada na rua, com o apoio de um carro de som.

Além da decisão de não retirar os veículos das garagens das empresas rodoviárias até as 8h, os trabalhadores acordaram em realizar uma passeata a partir das 16h desta segunda (25). A concentração está marcada para acontecer na Praça Oswaldo Cruz, na Boa Vista. Em seguida, os motoristas seguem caminhando até a Praça do Diário, em Santo Antônio, onde finalizam a manifestação do dia. Os sidicalistas acrescentaram que este segundo protesto será composto pelos profissionais que não estiverem cumprindo expediente de trabalho.

De acordo com a assessoria do sindicato, a movimentação não pode ser considerada como greve pois se trata de uma paralisação de advertência.

Somente após as 8h, o transporte coletivo de ônibus no Grande Recife volta a funcionar como de costume.

Fonte: Do JC Online, com informações da repórter Anna Tiago, do Jornal do Commercio.

A candidata à Presidência da República Marina Silva visitou, no início da tarde deste domingo (24), o Centro de Tradições Nordestinas, na zona norte da capital paulista, um local para difusão da cultura e da gastronomia do Nordeste brasileiro. No local, Marina conversou com eleitores e posou para muitas fotos, além de falar sobre seu projeto para a região.

“O desenvolvimento econômico do Nordeste precisa de uma compreensão de que o Nordeste não é problema, mas solução. A maior parte dessas soluções já estão colocadas e precisam ganhar escala como, por exemplo, os programas que façam as pessoas terem acesso à água em relação à transposição do São Francisco, que ajudará, em muito, o desenvolvimento econômico no Semiárido nordestino”, disse ela, destacando também que o desenvolvimento do Nordeste passa pela utilização de fontes de energia alternativas, como a energia solar, além da agricultura familiar e da valorização da cultura e do artesanato local.

Durante a visita ao centro, Marina assumiu como seu compromisso de campanha manter e aprimorar o Programa Bolsa Família. “Nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção desse programa, entendendo que ele é uma conquista brasileira e que deve ter continuidade em qualquer governo brasileiro”, disse ela.

Indagada sobre o seu programa de governo, que deve ampliar os canais de democracia direta, tais como plebiscitos e consultas populares, além de controlar as atividades dos políticos por meio de conselhos sociais, Marina respondeu que a versão que saiu nos jornais ainda não é oficial e que, portanto, não iria comentar sobre isso. “Foi entregue uma versão preliminar. O documento a que tiveram acesso não é o que Eduardo [Campos, morto no dia 13 de agosto] e eu revisamos”, disse ela. No entanto, Marina ressaltou que seu programa deve sim “aprofundar a democracia, o que significa a valorização das instituições”.

Ela também comentou sobre a inflação, criticando a forma como ela é controlada hoje pelo governo. “O controle da inflação não se dá apenas pela elevação de juros, mas também pela eficiência do gasto público”, disse ela, ressaltando que é preciso enxugar os ministérios e também acabar com a corrupção para controlar a inflação.

No evento, Marina evitou comentar a notícia publicada hoje pela Folha de S.Paulo de que a Polícia Federal vai investigar se a aeronave em que estava Eduardo Campos – e que caiu em Santos (SP), provocando a morte do candidato – foi comprada com dinheiro de caixa 2 do PSB. Ao ser questionada sobre o tema, Marina deixou que o seu vice, Beto Albuquerque, respondesse à pergunta dos jornalistas. “Continuamos querendo explicações das causas do acidente, como ele caiu e porque a caixa-preta não tinha gravado [a conversa no avião]. Não sei o que a Polícia Federal está falando, mas se ela está falando, ela precisa apurar antes de falar. O partido prestará informações a todos sobre as condições daquele contrato”, falou ele, acrescentando que o PSB deve se pronunciar durante a semana sobre o assunto.

Fonte: Da Agência Brasil (ABr).

fluminense

Cariocas não perdoaram as falhas leoninas. (Foto: Nelson Perez/Fluminense)

Aos 28 minutos do primeiro tempo, o atacante Felipe Azevedo recebeu bola na cara do goleiro Kléver e perdeu a melhor chance do Sport na partida contra o Fluminense. No rebote, Patric ainda acertou a trave. Pronto, esse lance pode resumir bem o que foi a derrota por 4×0 neste domingo, no Maracanã, pela 17ª rodada do Brasileirão. Isso porque enquanto o Leão desperdiçou a oportunidade mais clara que teve, o adversário aproveitou as dele com Cícero, Fred (duas vezes) e Conca. Isso é Série A. Ela é cruel com quem comete falhas ofensivas e defensivas.

Com a derrota, o Leão cai para oitavo na classificação da competição com os mesmos 25 pontos – pode perder mais uma posição a depender do complemento da rodada. Já o Fluminense permanece em quinto, mas se aproxima do G4 – tem 29 pontos e esta a apenas dois do grupo de quatro melhores do Brasileirão. O próximo compromisso das duas equipes é a Sul-Americana. Os leoninos jogam com o Vitória na Ilha, enquanto que os cariocas enfrentam o Goiás.

O JOGO - Pelo placar, o torcedor que não viu o jogo poderia pensar que o Sport foi uma equipe dominada desde o começo. Mas não foi isso o que ocorreu. Armado com três atacantes, o Leão explorou bem as laterais do gramado e marcou forte o adversário nos primeiros minutos. Nem parecia que o visitante era o time rubro-negro, tamanha a tranquilidade que os leoninos tinham para tocarem a bola até o ataque. Do outro lado, o Fluminense tinha dificuldades para levar perigo a Magrão.

Só que a chance clara perdida por Felipe Azevedo e Patric mudou o panorama da partida. Foi um divisor de águas. O Fluminense reagiu ao susto sofrido e cresceu no jogo. Como tem mais qualidade, fez não só um, mas quatro gols na meta de Magrão. Em todos eles, contou com falhas da zaga rubro-negra, que bateu cabeça com o poder ofensivo do adversário.

No primeiro gol do Fluminense, Patric perdeu a posse de bola para Fred, que tocou para Cícero abrir o placar, aos 34 minutos. O meia retribuiu o presente aos 42. Cruzou para o atacante, que se antecipou a Oswaldo para balançar as redes. Já o terceiro gol contou com uma falha coletiva dos leoninos. Conca aproveitou e cobrou falta direto para as redes, surpreendendo Magrão.

Quando o 3×0 parecia suficiente, o Fluminense aumentou o placar da lição dada ao Sport com Fred novamente, aos 33. Ele aproveitou cruzamento na área e guardou no gol. Estava finalizada a aula para os rubro-negros. A expectativa agora é que os comandados de Eduardo Baptista tenham aprendido. Em Série A é preciso aproveitar as chances que se cria porque o adversário do outro lado normalmente não perdoa.

FICHA DA PARTIDA – FLUMINENSE 4X0 SPORT

Fluminense: Clever; Bruno, Elivelton, Henrique e Chiquinho; Valencia (Edson) (Rafinha), Jean, Cícero e Conca; Rafael Sóbis e Fred (Walter). Técnico: Cristovão Borges.

Sport: Magrão; Patric, Oswaldo, Durval e Renê; Rithely, Wendel (Augusto) e Zé Mário (Diego Souza); Ananias, Felipe Azevedo (Ibson) e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.

Série A (17ª rodada). Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ). Árbitro: André Luiz Castro (Goiás). Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Bahia) e Guilherme Dias Camilo (Minas Gerais). Gols: Cícero (F) aos 34 e Fred (F) aos 42 minutos do primeiro tempo;  Conca aos 4 e Fred aos 33 do segundo. Amarelos: Cícero (F). Público: 13.919.

Fonte: Por Thiago Wagner, do Blog do Torcedor.

Um dos maiores estadistas do Brasil, o “pai dos pobres”, o trabalhista, o ditador. Faz exatamente 60 anos, neste domingo, que uma das figuras mais complexas da política brasileira deixou esta vida para entrar para a história. Getúlio Vargas, presidente da República por quatro mandatos, porém, eleito democraticamente somente para um, foi amado e odiado, mas no fim, pondo fim à própria vida, conseguiu, sozinho, mudar o curso da história.

Uma das marcas mais vivas de Vargas é a do gestor que deu direitos aos trabalhadores brasileiros. De fato, houve um avanço social significativo durante o período em que ele esteve no poder. Foi entre 1930, ano da revolução que colocou Vargas no comando do Brasil pela primeira vez, e 1945, data da sua deposição, após a ditadura do Estado Novo, que a maior parte das leis trabalhistas foi formulada e os maiores avanços nesta área também, como o salário mínimo, descanso semanal, farias remuneradas e redução da carga horária para oito horas diárias.

Foi no seu governo que se fez a Consolidação das Leis Trabalhistas, a conhecida CLT, que reúne todas as normas da área. Getúlio também era um grande defensor da economia nacionalista e foi o responsável por um conjunto de ações estruturadoras que possibilitaram o desenvolvimento da indústria no Brasil. Seu objetivo era tornar independente a economia brasileira. Visando proporcionar essa infraestrutura para o desenvolvimento industrial, Vargas criou, já no governo democrático, duas forte estatais no setor energético: a Petrobras e a Eletrobrás.

A herança do modo de governar “getulista” curiosamente foi herdada pelas forças de esquerda do Brasil. Curioso, porque Getúlio era, em princípio, um ditador com inclinações fascistas, que perseguiu, torturou e matou muitos comunistas durante o Estado Novo. Seu legado e, principalmente, as circunstâncias da sua morte fizeram o Getúlio ditador ficar no passado. “Ele é a figura a quem se associa a proteção social, dos direitos dos trabalhadores, a previdenciária. É também a referência do que se costuma chamar de nacionalismo econômico. A essência desse legado de Vargas hoje pode ser identificada nas propostas e governos dos partidos mais à esquerda”, avaliou o historiador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Flávio Weinstein.

Segundo ele, as forças políticas que trazem um sentimento econômico mais liberal e que encaram a legislação trabalhista como um entrave ao desenvolvimento são também aquelas que normalmente fogem desse legado getulista. “Esse grupo que fala em flexibilização das leis trabalhistas, tornando mais fácil contratar e demitir, reduzindo os custos com a remuneração de pessoal, no geral, tem verdadeiro horror à herança de Vargas”, explicou.

Fonte: Por Amanda Seabra, da Folha de Pernambuco.

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