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Firmeza: Ademar de Barros disse que suas convicções políticas sempre foram coerentes.

No mês de janeiro, o vereador Ademar de Barros (PR) concedeu uma entrevista exclusiva e contundente à Folha Metropolitana sobre seu posicionamento político com o prefeito Mário Ricardo (PTB), que anda um pouco estremecido, por causa da suposta interferência do prefeito na eleição da Mesa Diretora da Câmara, que deveria ser votada no final do mês de dezembro. Mas não ocorreu porque, segundo informações dos bastidores, o prefeito, pressionado por vereadores da base, teria influenciado na decisão, interferindo no processo da escolha do futuro presidente da Casa.

Esse fato teria sido o estopim da bomba que encadeou essa celeuma entre eles. Veja os principais pontos da entrevista e o que pensa o vereador Ademar de Barros sobre este assunto que está fervendo nos bastidores da Casa de Duarte Coelho e no Palácio de Afonso Gonçalves.

FOLHA METROPOLITANA: Você foi uma peça importante na reeleição do prefeito Mário, principalmente no primeiro mandato em que ele não estava bem e você deu suporte político. E sua indicação para que o prefeito tivesse o apoio da Assembleia de Deus foi fundamental para reeleição dele. O que você achou sobre o apoio que foi dado ao prefeito Mário Ricardo?

ADEMAR: No momento em que fui para base do prefeito, estando na oposição, a minha intenção foi ajudá-lo a melhorar a sua gestão. E isso ocorreu. E para a sua reeleição, eu usei todas as minhas amizades e, inclusive, pedi uma audiência com o presidente da Assembleia de Deus, pastor Roberto José, onde o mesmo e o Ministério apoiaram a candidatura de Mário. Acho que tive uma participação fundamental na sua reeleição.

FOLHA: As pessoas esclarecidas sabem que seu apoio foi fundamental para a reeleição de Mário. Você deixou o seu antigo grupo político e assumiu o seu apoio ao prefeito para ajudar na sua gestão. Nos bastidores, fala-se que você está muito insatisfeito com a forma como o prefeito vem tratando você. Essa informação procede ou são apenas conversações políticas?

ADEMAR: Na realidade, a minha relação com o prefeito tem sido a mesma. Mas no final do ano passado, houve uma movimentação para a eleição da presidência da Câmara para o segundo biênio e o meu nome recebeu o apoio, onde foi aprovada uma emenda com 11 votos favorável. Na segunda votação, houve uma movimentação contrária e, na política há muita fofoca, que o prefeito teria interferido neste processo. A princípio, fiquei muito chateado e não houve a segunda votação. Houve sim uma certa insatisfação da minha parte, visto que não esperava que tivesse havido uma intervenção da gestão; uma vez que é uma decisão interna da Câmara Municipal. O prefeito disse que não houve interferência dele, mas de outras pessoas.

FOLHA: À procedência de que o prefeito não tem interesse que você não seja o presidente da Casa e sim outro aliado. Como você se comportaria se, de fato, isso for verdade?

ADEMAR: Se isso se concretizar que o prefeito não tem nenhuma preferência pelo meu nome, ele estaria me excluindo do seu grupo político. E uma palavra só basta para um bom entendedor. Se isso ocorrer, dependendo da situação, eu tomaria uma outra posição na política de Igarassu.

FOLHA: Você é candidato a presidente da Câmara?

ADEMAR: No início, houve um acordo para que Luiz dos Passos fosse o presidente. Mas ocorreram alguns fatos. Então, onze vereadores me deram um apoio para a minha candidatura, mesmo que o nome de Luiz ainda esteja no processo. Vamos aguardar que rumo tomará essa eleição.

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