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Esporte

O título mundial conquistado pela Alemanha, no Maracanã, sobre a Argentina, por 1 a 0, no dia 13 de julho passado, foi mais que merecido. Além de haver sido a seleção de melhor desempenho entre todas da Copa do Mundo, no Brasil, a equipe do técnico Joachim Löw foi também a que melhor se preparou para a competição. E, sem ressentimentos, diria que não seria nenhuma vergonha para o Brasil perder para os alemães. Aliás, já havíamos perdido para eles, no dia 10 de agosto de 2011, em Stuttgart, na Alemanha, por 3 a 2. Na época o treinador brasileiro era Mano Menezes. O problema, porém, foi o placar tão elástico (7 a 1), que se transformou no maior vexame da nossa seleção na história das copas.

Mas, apesar da tragédia, a verdade é que, quando vi as imagens da seleção alemã, no dia 15 de julho, desfilando em carro aberto do aeroporto rumo ao Portão de Brandemburgo, no centro de Berlim, sendo recebida por uma multidão de cerca de 500 mil pessoas, lembrei-me da passagem por Pernambuco da Seleção Brasileira, campeão da Copa de 1994, nos Estados Unidos, sobre a poderosa Itália de Roberto Baggio. Era uma terça-feira, 19 de julho. Segundo a Polícia Militar, cerca de 1, 5 milhão de pessoas foram ao Recife para acompanhar a visita histórica. Eu estava lá. Vi as ruas de Boa Viagem tomadas por uma nuvem de torcedores ansiosos para ver, nem que fosse só de relance, os então tetracampeões do mundo, que desfilando em carro aberto, acenavam para uma multidão extasiada. As imagens surpreendentes correram o mundo, mostrando não apenas a força do futebol brasileiro, mas também a paixão de toda uma nação em torno da modalidade esportiva mais popular do país. E tem mais um detalhe: Ainda tínhamos o melhor futebol do planeta.

Estão abertas as inscrições gratuitas para o Festival Esportivo da Juventude de Combate às Drogas. O evento, que será realizado no Clube Municipal de Paratibe, em Paulista, vai contar com a participação de jovens com idade entre 15 e 29 anos. Duas modalidades estarão em disputa: judô e taekwondo. A iniciativa está sendo coordenada pela Secretaria Executiva de Esportes e Juventude da cidade em parceria com o Governo de Pernambuco. O processo de inscrição, que acontece das 8h às 13h, segue até o preenchimento total das 210 vagas disponíveis.

Os interessados em participar do festival, que terá início nesta terça-feira (05.08) e segue até a quinta (08), devem se dirigir ao Clube Municipal de Paratibe, onde funciona a sede da Secretaria Executiva de Esportes e Juventude, localizada na Rua Radialista Ademar Ferreira de Oliveira, s/n, Paratibe. Para realizar o procedimento, o jovem necessita apresentar cópia de documento com foto e comprovante de residência.

Não é preciso dominar as modalidades, já que o grande objetivo do evento é estimular a prática esportiva, gerando a conscientização cidadã na população local e buscando combater o ócio. Durante a iniciativa haverá palestras sobre o judô e taekwondo no período da manhã. O período da tarde será reservado às disputas em quatro tatames instalados na quadra de esportes do clube.

O município de Abreu e Lima sediou a 1a Edição da Copa Luciano do Valle. A abertura foi no dia 19 de julho, no campo do Beira Rio, no bairro de Caetés III, com o jogo amistoso das equipes entre os times do Íbis e do Garra Negra.

De acordo com Carlos Alberto Bezerra, secretário de Esportes do município, estão previstas a participação de pelo menos 40 equipes, sendo 32 de Abreu e Lima e oito da região. Durante a Copa, que durará até o dia 10 de setembro, as equipes se enfrentarão, sempre no horário da tarde, nos campos de três localidades na cidade: Beira Rio, Inhamã e Caetés II.

O prefeito de Abreu e Lima Marcos José entende que eventos como estes, além de incentivar a prática do esporte, ajuda a promover a saúde e fortalecimento da prática de alguma atividade física. “Daremos todas as condições para outras modalidades esportivas”, assegurou Marcos José, acrescentando que outros campeonatos serão realizados no município de Abreu e Lima.

VEXAME
A derrota da seleção brasileira para a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo, no dia 8 de julho, no Mineirão, pelo placar de 7 a 1, foi a pior na história do nosso país em copas do mundo. Foi, sem dúvida, um vexame sem precedentes. No entanto, para muita gente, o resultado já era previsível, apesar de ninguém, nem mesmo os alemães, ter imaginado que ela pudesse vir por um placar tão elástico. Polêmicas à parte, a verdade é que a seleção alemã foi, de longe, a que mais se preparou para a competição, apresentando um futebol bonito, eficiente e bastante convincente. Ver a Alemanha jogar, hoje, nos remete ao Brasil de tempos passados, que, não somente sabia jogar bola, mas dava show nos gramados. Que saudade daqueles tempos! Será que foram eles que aprenderam conosco, ou fomos nós que desaprendemos com eles?

COMPLEXO DE SUPERIORIDADE
A goleada sofrida pelo Brasil para a Alemanha, apesar de dolorida, precisa ser encarada como uma tragédia anunciada, pois todos sabem que não é de hoje que a Seleção Brasileira vem dando sinais de fraqueza. Já passamos vexame diante de equipes como Paraguai, México, Suíça, entre outras, que, até poucos anos, eram “freguesas” da nossa Amarelinha. Episódios dessa natureza mostram que o futebol nacional parece ter parado no tempo, embora muitos cartolas e treinadores brasileiros, ainda presos a práticas retrógradas, se recusem a aceitar tal realidade. Luiz Felipe Scolari, por exemplo, é um deles. Com sua postura truculenta, e sua teimosia doentia, ele achava que detalhes banais como superstição e retrospecto seriam fatores importantes para fazer um campeão. Errou feio! Acreditou, ainda, que o fato de haver conquistado a Copa da Coreia e do Japão em 2002, sobre a própria Alemanha, o habilitaria a papar o título do mundial. Quanta prepotência! Ora, em 2002, apesar de enfrentar a descrença de grande parte dos torcedores brasileiros na seleção, ele tinha um elenco bastante experiente, com nomes de peso, como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, entre outros, ao contrário de agora, quando contava com uma equipe mais modesta, considerada “meia boca”, por alguns comentaristas esportivos. Além disso, aliada à escassez de talentos, Felipão também teve que engolir algo bem indigesta: o fato de que o mundo inteiro tem estudado o nosso modo de jogar, copiando nossas virtudes e investindo, competentemente, contra nossas fraquezas.

Hoje, não há mais os chamados “patos mortos” no mundo da bola. Portanto, chega de pensar que o futebol da atualidade seja comparável ao da época de Garrincha, por exemplo, quando a inocência de muitos adversários era tão grande que, num simples gingar de corpo, correndo sem a bola, o “Anjo das Pernas Tortas” seduzia o seu marcador a acompanha-lo, sem perceber que a pelota havia ficado para trás. Era um tempo “romântico”, de uma inocência cômica. Hoje a coisa é diferente. O amadorismo não tem mais vez no futebol. E, por não atentarmos para isso, padecemos. E, como consequência, o resultado a se esperar não poderia ser diferente do que acabamos de ver na Copa do Mundo. Por tudo isso, é bom que a lição tenha sido bem aprendida, para que erros como os cometidos na Copa do Mundo do Brasil voltem a ocorrer no futuro.

RETROCESSO
A CBF anunciou, no dia 22 de julho passado, o nome de Carlos Caetano Bledorn Verri (o Dunga), como o novo técnico da seleção brasileira. O anúncio pegou de surpresa não somente torcedores, mas também setores da imprensa, que esperavam uma mudança radical no comando da Canarinha. O fato é que, depois da derrota vexatória para a Alemanha na Copa do Mundo, esperava-se que o futebol brasileiro pudesse, de fato, passar por uma renovação. No entanto, a resposta dada pela CBF mostra que tudo deve continuar como antes: Trocam-se seis por meia dúzia.

A entidade máxima do nosso futebol quer vender a ideia de que Dunga foi um treinador vencedor. Mas a história mostra o contrário. Por sua passagem pela seleção, não há nada que comprove isso. Treinando a seleção, ele ganhou apenas uma Copa América, na Venezuela, em 2007, e uma Copa das Confederações, na África do Sul, em 2009. Parece muito, mas o fato é que, sob seu comando, o Brasil perdeu a Olimpíada de Pequim, na China, em 2008, de forma humilhante, para a Argentina, e a Copa da África, em 2010, sendo eliminado pela Holanda, nas quartas de final. Aliás, ele havia sido contratado para ganhar, prioritariamente, essas duas competições.

Não se pode negar que Dunga, apesar de não ter sido nenhum craque, foi um jogador bastante “raçudo” nos clubes pelos quais atuou, inclusive pela própria Seleção Brasileira, quando ajudou a Canarinha a conquistar a Copa do Japão e da Coréia, em 2002, por exemplo. No entanto, como treinador, ele ostenta um currículo, de fraco a mediano. E, a nosso ver, fazendo coro com a maioria dos brasileiros, defendemos que sua indicação representa um retrocesso, um remendo velho numa roupa nova. E a questão é simples: Dunga é um treinador ranzinza, teimoso e de competência bastante discutível. Na sua última passagem pela seleção, ele passou mais tempo brigando com a imprensa e preocupado com seu figurino do que com técnica e tática. Há no país nomes mais fortes do que o dele, como Muricy Ramalho, do São Paulo, Tite, ex-Corinthians e Marcelo Oliveira, do Cruzeiro, entre outros, que estariam à altura do cargo, sem sombra de dúvida.

LIÇÃO
O projeto campeão iniciado pela Alemanha tem tudo para perdurar por muito tempo. A prova disso é que penas 18 dias depois de faturar o tetra da Copa do Mundo no Brasil, os alemães já conquistaram mais um título. Trata-se do Europeu sub-19, conquistado, na Hungria, sobre Portugal, pelo placar de 1 a 0, no dia 31 de julho. Como se vê, já começa a surgir uma nova geração, que deverá, em alguns anos, substituir o grupo que integra a seleção principal. Isso é o que se pode chamar de planejamento a curto, médio e longo prazo!

Por Josué Batista, josuebsouza@gmail.com

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (30) mostrou o Santa Cruz entre os 100 clubes que mais levaram torcedores ao estádio nos anos de 2013/2014. A pesquisa, realizada pela Pluri Consultoria, levou em consideração times de todo o mundo que participaram de campeonatos nacionais. O Santa aparece na 89ª colocação com uma média de 26,6 mil pessoas por jogo. Outro time brasileiro em destaque é o Cruzeiro, que aparece na 70º colocação com 28,9 mil no estádio a cada partida.

O Santa é o único clube brasileiro a aparecer nos 3 Rankings realizados anteriormente, com a maior média de público do futebol Brasileiro no acumulado dos últimos 3 anos: 29,3 mil/jogo.

 O líder do ranking é o Borussia Dortmund, com uma média de público de 80,3 mil pessoas por jogo na última temporada. Em segundo está o Manchester United, com 75,2 mil/jogo, e o Barcelona, com 72,1 mil/jogo.

Ampliando a lista para 200 clubes, surgem mais oito times do Brasil: Corinthians (103º, 24,4 mil), Flamengo (111º, 23,4 mil), São Paulo (113º, 23,1 mil), Grêmio (148º, 19,8 mil), Sampaio Correa (149º, 19,7 mil), Bahia (169º, 18,4mil), Fluminense (181º, 17,6 mil) e Vasco (182º, 17,6 mil).

Confira os dez primeiros colocados e suas médias de público:

1º Borussia Dortmund (Alemanha) – 80.297 mil/jogo

2º Manchester United (Inglatera) – 75.207 mil/jogo

3º Barcelona (Espanha) – 72.116 mil/jogo

4º Real Madrid (Espanha) – 71.558 mil/jogo

5º Bayern de Munique (Alemanha) – 71 mil/jogo

6º Schalke 04 (Alemanha) – 61.569 mil/jogo

7º Borussia Mönchengladbach (Alemanha) – 52.239 mil/jogo

8º Hertha Berlin (Alemanha) – 51.889 mil/jogo

9º Hambugo (Alemanha) – 51.825 mil/jogo

10º Ajax (Holanda) – 50.907 mil/jogo

70º Cruzeiro (Brasil) – 28.911 mil/jogo

89º Santa Cruz (Brasil) – 26.578 mil/jogo

Fonte: Do JC Online.

 / Foto: AFP

(Foto: AFP)

Um dia depois de apresentar oficialmente Dunga como novo técnico da seleção brasileira, a CBF confirmou nesta tarde de quarta-feira (23) os integrantes da comissão que trabalhará com o comandante. O próprio Dunga e o novo coordenador geral de seleções da entidade, Gilmar Rinaldi, revelaram, por meio de um pronunciamento, que Taffarel será o novo preparador de goleiros do time nacional, enquanto Mauro Silva, outro tetracampeão mundial em 1994, foi contratado como “assistente-técnico pontual” nos dois próximos jogos do Brasil, contra Colômbia e Equador, respectivamente nos dias 5 e 9 de setembro, nos Estados Unidos.

O cargo de auxiliar-técnico permanente foi dado a Andrey Lopes, que no ano passado trabalhou com Dunga quando o treinador dirigiu o Internacional. Já Fábio Mahseredjian, do Grêmio, foi anunciado como novo preparador físico, em substituição a Paulo Paixão, que fazia parte da comissão que tinha Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira na última Copa.

Outro membro confirmado da nova comissão de Dunga é o médico Rodrigo Lasmar, do Atlético-MG, que acabou sendo mantido na seleção após ter trabalhado com Felipão nesta última passagem do comandante pela equipe nacional.

De volta à seleção, Taffarel já trabalhou para CBF ao lado de Dunga na Copa de 2010 como observador da seleção e vinha desempenhando a função de preparador de goleiros no Galatasaray, da Turquia, clube que também defendeu como jogador.

Ao total, foram anunciados nesta quarta 13 nomes do novo grupo de trabalho da seleção. Além dos membros diretos da comissão, também foram confirmados: Odir de Souza (fisioterapeuta), Guilherme Ribeiro (administrador), Vinicius Rodrigues (assessor de comunicação e imprensa), Fernando Lázaro Alves (analista de desempenho tático), Sergio Luís Oliveira (massagista), Moacyr Alcoforado (chefe de segurança) e os roupeiros Manuel Carvalho de Souza e Waldecir Leandro do Nascimento.

Ao falar sobre a função que será desempenhada por Mauro Silva nestes dois próximos amistosos da seleção, Gilmar explicou que este posto, o de assistente-técnico pontual, será ocupado em outras partidas por outros ex-jogadores a serem definidos. “Vamos chamar jogadores que já foram campeões do mundo para termos este DNA em nossa equipe. Queremos que este profissional seja sempre o nosso olho crítico, apontando aquilo em que podemos melhorar”, afirmou.

O coordenador também falou sobre a satisfação exibida por Mauro Silva por poder voltar a servir a seleção. “O Mauro Silva será um assistente-técnico pontual. Teremos alguns jogadores convidados para nos ajudar. E o Mauro Silva foi o primeiro convidado para esses nossos primeiros jogos. Ele ficou muito feliz com o convite e aceitou prontamente”, disse.

PROGRAMAÇÃO – Dunga irá anunciar em 25 de agosto os convocados para os amistosos diante de Equador e Colômbia. Em seguida, em 11 de outubro, o Brasil enfrentará a Argentina, em Pequim, na China, em mais uma edição do Superclássico das Américas. Já para novembro está novembro um amistoso diante da Turquia, em Istambul, no dia 12.

Diante dos colombianos, no Estádio Sun Life, em Miami, Dunga irá realizar o primeiro jogo de sua segunda passagem como técnico do time nacional. A primeira aconteceu entre 2006 e 2010. Ele assumiu o lugar de Carlos Alberto Parreira, que saiu após a Copa realizada na Alemanha, e ficou no cargo até o término da participação do Brasil no Mundial da África do Sul, na qual o time nacional caiu nas quartas de final diante da Holanda.

Neste período de quatro anos, Dunga foi campeão da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009 e conseguiu terminar na liderança nas Eliminatórias da Copa de 2010. Porém, fracassou na tentativa de levar o Brasil ao inédito ouro olímpico nos Jogos de Pequim, em 2008, e na tentativa de buscar o hexacampeonato mundial em solo sul-africano.

Fonte: Do Estadão.

Mesmo tendo sido o quarto colocado do Pernambucano, o Santa Cruz ainda pode disputar a Copa do Nordeste de 2015. O presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela, irá se reunir na próxima quarta-feira para definir o que será feito com as vagas ainda em aberto para o torneio.

“Teremos uma reunião no Recife na quarta-feira, dia 30, e espero resolver isso. Vão participar da reunião os clubes que já vem disputando a Copa do Nordeste, aqueles que fazem parte da Liga. Quem vai decidir são os clubes”, afirmou Alexi Portela.

A situação é simples. O Nordestão ganhará mais quatro vagas para 2015. A princípio, estes espaços seriam ocupados pelos campeões e vices dos estaduais de Piauí e Maranhão. No entanto, depois de algum tempo, discutiu-se a ideia de abrir apenas duas vagas para piauienses e maranhenses.

Os outros dois espaços em vago seriam ocupados pelo time campeão em 2014 e pela equipe de maior ranking que não garantiu classificação para o torneio. Portanto, o Santa Cruz poderia entrar por estas duas frentes, já que o Sport é o atual detentor do Nordestão e Pernambuco seria contemplado com mais uma equipe.

SORTEIO
A pressa para resolver a situação das vagas é explicável. Até porque o sorteio da chave da Copa do Nordeste já está próximo. Ainda não se sabe o dia exato, mas o evento que vai definir os confrontos do torneio irá acontecer em setembro.

Fonte: Por Tiago Freitas, do Blog de Primeira.

Não houve surpresas. Nem no anúncio, nem nas declarações. O técnico Dunga foi apresentado oficialmente na manhã desta terça (22) como novo treinador da Seleção Brasileira. Ao lado dele, estavam o novo coordenador-geral de seleções, Gilmar Rinaldi; o treinador da equipe de bases do Brasil, Alexandre Gallo; o presidente da CBF, José Maria Marin e o presidente da Federação Paulista de Futebol e futuro mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro, Marco Polo Del Nero.

Na entrevista, Dunga falou sobre “resgatar” futebol brasileiro, citou a necessidade de haver uma mescla entre experiência e juventude na seleção e lembrou os problemas que teve no relacionamento com a Imprensa na sua primeira passagem como treinador do Brasil, entre 2006-2010. Confira os principais pontos.

Retorno
“Felicidade imensa. Agradeço o convite e a confiança na minha retomada a frente da seleção. Vamos trabalhar em conjunto com as categorias de base com a ajuda do Gallo e do Gilmar.”.

Copa do mundo
“Não podemos colocar por terra o que houve na Copa do Mundo. Vimos como o talento é importante, mas quanto é importante também o planejamento. Nós falamos muito de talento, mas elogiamos a organização da Alemanha”.

Relacionamento com a imprensa
“Vocês me conhecem. Dificilmente as pessoas mudam quanto a ética e o trabalho. Mas sou ser humano e sei que tenho que melhorar com os jornalistas, aprimorar meu relacionamento com a imprensa. Foi minha culpa e trabalhei (para melhorar) isso”.

Humildade
“Temos que ter a humildade de reconhecer que outras seleções trabalharam arduamente para chegar onde chegaram. Já fomos os melhores do mundo, mas agora precisamos resgatar essa capacidade. Temos que trabalhar para ficar entre os melhores”.

Críticas
“Não sinto essa rejeição que falam por aí. Acredito no carinho que o torcedor brasileiro tem pela Seleção. Até o Mandela tinha (rejeição). Estamos prontos para receber críticas e sugestões em prol da Seleção Brasileira”.

Planejamento 2018
“A minha primeira passagem era para resgatar o valor da camisa brasileira e conseguir os resultados. Agora a tendência é preparar uma seleção para 2018. Temos a copa America no caminho com seleções que melhoraram muito, como Argentina, Uruguai, Colômbia e Equador. Mesclar jogadores novos com mais experiência. Vamos preparar uma equipe para as Olimpíadas. Temos que estar prontos. Temos o talento e a qualidade. O treinador da Olimpíada será Gallo”.

Futebol-arte
“O goleiro fazer uma defesa também é arte. Um zagueiro fazer uma interceptação, também. Não podemos achar que vamos encontrar um Pelé a cada hora, criar um ídolo a cada dia. O Brasil sempre terá jogadores de talento, mas precisamos aliar isso ao equilíbrio emocional. A escola é uma coisa, mas a vida é mais dura. Quando o adversário olha no teu olho e vê que tu não quer ganhar”.

Resgate
“A camisa brasileira é respeitada, tanto é que eles querem ganhar do Brasil de qualquer forma. Isso é notícia em todo o mundo. A gente não ganhar a Copa do Mundo antes de acontecer. Temos que ter um planejamento e trabalhar para isso”.

Fonte: Por William Tavares, da Folha de Pernambuco.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, evitou comparações entre a Copa do Mundo do Brasil e edições anteriores do evento, mas afirmou que as próximas terão muita dificuldade para superar o Mundial de 2014, pela qualidade do futebol apresentado. Questionado sobre a nota que daria à Copa no Brasil, depois de ter dado 9 à da África do Sul, Blatter brincou e atribuiu 9,25 ao evento, porque “não existe perfeição”. “Foi uma Copa muito especial, e o que fez esta Copa tão especial foi a qualidade do futebol e a intensidade dos jogos”, disse o presidente da Fifa.

Ele destacou o fato de ter havido poucas lesões de atletas e times jogando ofensivamente desde a primeira fase. “Não se pode comparar esta Copa a qualquer outra. Cada uma tem a sua própria história, mas posso dizer que esta foi excepcional.”

Como grandes momentos do Mundial, Blatter apontou o jogo de abertura (Brasil e Croácia, no Itaquerão, em São Paulo), no qual disse “ter sentido que algo mudaria no país”, e a goleada da Holanda sobre a Espanha (na Arena Fonte Nova, em Salvador) na estreia das duas seleções. “Quando vi o jogo em que o campeão do mundo defendia o título contra a Holanda, eu sabia que algo muito especial estava acontecendo nesta Copa do Mundo”, afirmou o presidente, que agradeceu ao povo brasileiro pelo modo como acolheu o evento.

Blatter considerou normal o fato de ter sido vaiado quando sua imagem aparecia nos telões dos estádios e disse que também foi aplaudido: “Você tem que viver com isso”, disse ele. O presidente da Fifa manifestou insatisfação quanto ao combate ao racismo em eventos esportivos desse porte e afirmou que se trata de um ponto que precisará ser melhorado na Copa de 2018, na Rússia. “Não estou totalmente feliz.”

Perguntado sobre as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro a respeito da venda irregular de ingressos para jogos da Copa, Blatter disse que é preciso apresentar provas e evidências antes de falar em corrupção, mas que, “sobre algo estar errado nos ingressos”, a Fifa podia se posicionar.

Blatter passou, então, a palavra ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke,, segundo o qual todos os ingressos vendidos pela Fifa respeitaram os preços predefinidos. Para ele, os 3 milhões de ingressos que vão para as empresas que vendem os pacotes de hospitalidade é que precisam ser controlados. “Não se pode dizer que a Fifa não está lutando contra esse sistema ilegal. Pessoas foram presas na África do Sul ,assim como no Brasil. Sempre oferecemos todo o nosso apoio às autoridades”.

Fonte: Agência Brasil (ABr).

MARACANAZO
A seleção uruguaia, que chegou à Copa do Mundo, no Brasil, de salto alto, posando de favorita, afundou nas oitavas de final, ao tombar diante da surpreendente Colômbia, no Maracanã, no dia 28 de junho, por 2 a 0. Foi o fim do sonho de impor ao Brasil um novo vexame futebolístico. Em outras palavras, a derrota da celeste olímpica espantou, de vez, o fantasma da Copa de 50, que voltava a atormentar os torcedores brasileiros. Naquela que é considerada a maior tragédia brasileira em copas do mundo, os uruguaios chocaram o Brasil ao vencer a seleção verde-amarela, na final, em pleno Maracanã, pelo placar de 2 a 1, num triste episódio, chamado pelos uruguaios de “Maracanazo”.

Mas, por ironia do destino, o feitiço acabou virando contra o feiticeiro. Ou seja, décadas depois, a seleção uruguaia acabou se envolvendo em seu próprio Maracanazo. Desta vez, o arco da história se inverteu, e eles caíram vítimas da sua própria utopia. Esperavam humilhar o Brasil novamente, em outra final, mas acabaram atropelados por outra amarelinha, bem antes do planejado. Como diz o velho ditado popular: “Quem deseja mal ao seu vizinho, o seu vem pelo caminho”.

NIVELADO POR BAIXO?
A Copa do Mundo do Brasil tem revelado um aspecto bastante curioso. Seleções consideradas mais fortes têm penado diante daquelas tidas como de “menor expressão”. Algumas, inclusive, foram surpreendidas por elas. É o caso, por exemplo, de Espanha, Itália, Portugal e Rússia. A Espanha, aliás, foi o maior fiasco do torneio. Chegou ao Brasil como uma das grandes favoritas, defendendo o título de atual campeã do mundo, e acabou eliminada ainda na primeira fase. Foi um drama emocional para os seus torcedores e um prejuízo financeiro incalculável para os seus patrocinadores.

Por causa do extraordinário desempenho dessas equipes menos tradicionais, muita gente começou a se fazer a seguinte pergunta: “O futebol dos pequenos cresceu ou foi o dos grandes que encolheu?” Ora, parece ter havido as duas coisas. Enquanto muitas seleções de nome acreditavam que o status de celebridade seria suficiente para ganhar a copa, as menos badaladas passaram a sonhar alto, vislumbrando a possibilidade de mudar a história. E, aliando o seu sonho de vitória a fatores como garra e boa estratégia de jogo, elas começaram a encurralar seus adversários, independentemente do peso de suas camisas e da fama dos seus jogadores, impondo a eles certos “constrangimentos” e, até, em alguns casos, verdadeiros vexames.

RECEITA DE FORA
Algumas das seleções consideradas menos expressivas, que vieram à Copa do Mundo do Brasil, parecem ter encontrado o caminho das pedras na arte de jogar bola. Abriram mão de soluções caseiras, e arriscaram na contratação de treinadores estrangeiros. A iniciativa tem dado certo. O excelente desempenho de times como Chile e Colômbia, treinados por argentinos, e Costa Rica, cujo técnico é um colombiano, comprova a teoria. A explicação é simples: os treinadores de fora levaram para esses países uma forma inovadora de jogar futebol, com técnicas e táticas que transformaram elencos comuns em equipes competitivas e vencedoras. Em outras palavras, embora não disponham de tantos talentos futebolísticos, como os países mais tradicionais nesse esporte, tais seleções “menos afortunadas” estão perdendo, de vez, o “complexo de vira-lata” (expressão cunhada pelo saudoso Nelson Rodrigues). A partida entre Chile e Brasil, no dia 28 de junho de 2014, pelas oitavas de final, em que a seleção brasileira quase foi eliminada, mostrou que, pelo menos nas Américas, o futebol está bastante nivelado. Portanto, aquele papo de adversário freguês não é mais certeza de ganhar jogo. Ou seja, tradição só não basta, porque, como se costuma dizer no futebol, “O jogo é pra ser jogado…”.

INSTINTO DE CANIBAL
O atacante Luís Suárez, da seleção uruguaia, parece ter uma queda por carne humana. Sua atração é tão forte que já o levou a morder três adversários: um deles pelo campeonato holandês, o outro em jogo do campeonato inglês. E no caso mais recente, ocorrido na atual Copa do Mundo do Brasil, no dia 24 de junho, na Arena das Dunas, em Natal. A vítima da vez foi o zagueiro italiano Chiellini, no jogo em que a celeste olímpica venceu a Itália por 1 a 0, eliminando a Azzurra ainda na fase de grupos. Por esse motivo, a Fifa puniu o atacante do Liverpool por nove partidas da seleção uruguaia, além de suspendê-lo de todas as atividades relacionadas ao futebol por quatro meses.

Dias depois do episódio, em documento publicado na Internet, Suárez se mostrou arrependido. “Me arrependo profundamente. Peço perdão a Giorgio Chiellini e a toda a família do futebol. Me comprometo publicamente a nunca mais me envolver em um incidente como este”, reza o texto, entre outras alusões.

Para muitos, o castigo foi severo demais. O próprio Chiellini, que aceitou o pedido de desculpas, criticou o rigor na decisão da Fifa. “Está tudo esquecido. Espero que a Fifa reduza a sua suspensão”, publicou o zagueiro italiano nas redes sociais.

Para o jornal espanhol AS, no entanto, o pedido de desculpas de Suárez não é sincero, pois seguiu apenas uma recomendação do Barcelona, que tenta contratá-lo para a próxima temporada e, para isso, busca o abrandamento da sua punição. O periódico baseia sua teoria no fato de que, há poucos dias, em sua defesa em documento enviado à Fifa, o uruguaio negou que tenha mordido o jogador italiano.

Teorias à parte, o fato é que o histórico de violência de Luís Suárez, no futebol, começou muito cedo. Ainda aos 15 anos, quando ele jogava pelo Nacional do Uruguai. Na época, durante uma partida, ele foi expulso por quebrar o nariz do juiz com uma cabeçada.

Em 2010, quando era jogador do Ajax, da Holanda, ele mordeu o pescoço de Otman Bakkal, do PSV, durante um clássico do campeonato holandês. Pelo ato violento, o atacante pegou uma suspensão de dois jogos. A punição, no entanto, não serviu para frear o ímpeto do atleta que, em 2013, já como jogador do Liverpool, voltou a agir, mordendo o zagueiro Ivanovic, do Chelsea, em partida do campeonato inglês.

Além dos casos de agressão física, Suárez também é acusado de racismo. O jogador, Evra, por exemplo, o acusou de o haver chutado durante uma partida do campeonato inglês. Segundo o francês, ao ser questionado sobre sua atitude, Luisito teria proferido a seguinte expressão: “Eu não falo com negros”.

Por Josué Batista, josuebsouza@gmail.com

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