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Geral

Ex-presidente vê a presidente Dilma como a melhor opção do PT. (Foto: Reprodução/Internet)

Ex-presidente vê a presidente Dilma como a melhor opção do PT. (Foto: Reprodução/Internet)

(AE) – No mesmo dia em que foi divulgada pesquisa Datafolha mostrando que a preferência pela presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 caiu 21 pontos e que ela não venceria no primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a descartar a Presidência e afirmar que Dilma será sua candidata. As informações são do jornal Valor Econômico.

“A Dilma é a mais importante candidata que nós temos, a melhor. Não tem ninguém igual a ela para ser candidata à Presidência da República. Portanto ela será a minha candidata”, disse, em entrevista publicada na edição desta segunda-feira, 1º, do jornal. Indagado sobre se voltaria para disputar o pleito em 2014, Lula disse: “Não”.

Lula afirmou também que as manifestações são normais em uma democracia e provam que a sociedade brasileira vive como uma “metamorfose ambulante”. Para ele, a presidente Dilma não demorou para ouvir as vozes das ruas. O ex-presidente está na Etiópia em evento patrocinado pelo Instituto Lula, União Africana e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Fonte: Por Gilberto Prazeres, do Blog da Folha.

Cármen Lúcia pediu a técnicos de áreas estratégicas do TSE que analisem as providências e os custos. (Foto: Elza Fiuza/ABr)

Cármen Lúcia pediu a técnicos de áreas estratégicas do TSE que analisem as providências e os custos. (Foto: Elza Fiuza/ABr)

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia Antunes Rocha, afirmou nesta segunda-feira (1º) que a Justiça Eleitoral está pronta para organizar o plebiscito sobre a reforma política. “A Justiça Eleitoral está sempre preparada”, disse a ministra ao ser indagada por jornalistas se será possível realizar a consulta a tempo de o Congresso aprovar as novas regras até outubro.

Pelas normas em vigor no País, mudanças no processo eleitoral têm de ocorrer com antecedência mínima de um ano às eleições.

Desde a semana passada, quando recebeu um telefonema da presidente Dilma Rousseff, Cármen Lúcia pediu a técnicos de áreas estratégicas do TSE que analisem as providências e os custos necessários para a realização do plebiscito.

De acordo com estimativas de técnicos do tribunal, a consulta poderá ocorrer no início de setembro e deverá consumir um orçamento de cerca de R$ 500 milhões. Uma campanha institucional instruindo os eleitores sobre como votar no plebiscito poderá ser veiculada a partir de agosto.

Como o resultado de votações no Brasil sai no mesmo dia graças à urna eletrônica, assessores do TSE acreditam que dará tempo de o Congresso votar as mudanças até 3 de outubro deste ano, cumprindo a exigência de antecedência mínima de um ano às eleições de 2014.

Fonte: Agência Estado

Na última pesquisa do Datafolha, Dilma teve queda de 27 pontos na avaliação positiva e de 21 pontos de intenção de voto na presidente. (Foto: AFP)

Na última pesquisa do Datafolha, Dilma teve queda de 27 pontos na avaliação positiva e de 21 pontos de intenção de voto na presidente. (Foto: AFP)

A queda da popularidade e das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff, em pesquisas após as manifestações de rua, apontam para uma mudança na correlação de forças do governo federal com os aliados no Congresso Nacional. Em vez de meros carimbadores de propostas do Executivo, governistas já admitem que a “cartilha da presidente” não será rezada cegamente pelo Legislativo. Ainda que reservadamente, aliados também cobram trocas na articulação política e na equipe econômica.

Manifestações e pesquisas também mexeram com a rotina de Dilma. Nesta segunda (1°), a presidente faz uma rara reunião ministerial para “colocar todos os ministros a par das resoluções do governo dos encaminhamentos e também fazer recomendações de como conduzi-los”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que se reuniu no domingo (30) com Dilma e outros sete colegas de Esplanada. A reunião, segundo Bernardo, é para “não deixar os projetos pararem, todos saberem de que forma estão sendo encaminhadas as reivindicações e também garantir que não haja paralisia ou retrocesso dos programas sociais”.

Se no Executivo o momento parece ser de freio de arrumação, as quedas de 27 pontos na avaliação positiva de Dilma e de 21 pontos de intenção de voto na presidente captada pelo Datafolha levou aliados a afirmar que são contrários a propostas de interesse do Planalto no Legislativo. Defendem, também, mudanças na equipe econômica e na articulação política, caso essa última não seja fortalecida.

“Muda a relação do Congresso com a presidente, ela vai ter que dialogar mais para aprovar os projetos propostos, inclusive vai ter que abrir um canal com a oposição”, adverte o deputado Lúcio Vieira Lima, cacique do PMDB baiano. “A pesquisa foi um desastre. Agora vamos ter que remar tudo de novo. Vai ser uma eleição dura, acabou a brincadeira. Jogaram uma eleição fora em 30 dias, vai ter que recompor o governo. A Dilma vai ter que, realmente, ter um governo de coalizão, senão vai ficar sozinha”, disse um senador líder de partido aliado.

Fonte: Agência Estado

Ex-presidente avaliou positivamente o que está acontecendo nas ruas. (Foto: Reprodução/Internet)

Ex-presidente avaliou positivamente o que está acontecendo nas ruas. (Foto: Reprodução/Internet)

O ex-presidente Lula (PT), surpreendido pelas manifestações que tomaram conta do País, tem reunido os movimentos sociais mais próximos do PT para tratar dos protestos, de acordo com informações do jornal O Globo. Segundo publicação, o tom do petista impressionou os jovens de grupos como União da Juventude Socialista (UJS) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). No lugar de pedir a conciliação para acalmar a crise no governo, o ex-presidente disse que o momento é de “ir para a rua”.

A publicação coloca que cerca de 15 lideranças participaram do encontro na última terça-feira, na sede do Insituto Lula, em São Paulo. O Movimento Passe Livre (MPL), no entanto, não teria sido convidado para a reunião.

De acordo com a matéria, André Pereira Toranski, da direção nacional da UJS, disse que o ex-presidente queria entender essa onda de protestos e “avaliou positivamente o que está acontecendo nas ruas”.

Participaram da reunião jovens do movimento negro, sindical e de direitos dos homossexuais. Ficaram de fora o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTS) e o MPL, que foram recebidos pela presidente Dilma Rousseff (PT). A publicação traz ainda que o ex-presidente tem passado os dias reunido com assessores em seu instituto, de onde faz telefonemas a governadores e líderes do partido.

Fonte: Por Branca Alves, do Blog da Folha.

Dilma destaca que o País precisa punir com mais rigor esse tipo de crime. (Foto; Rogério França/Reprodução)

Dilma destaca que o País precisa punir com mais rigor esse tipo de crime. (Foto; Rogério França/Reprodução)

Ao propor a realização de uma assembleia constituinte para a elaboração de uma Reforma Política que atenda ao sentimento de mudança expressado nas ruas do País, nas duas últimas semanas, a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que o Brasil precisa adotar medidas mais duras contra a corrupção. A petista frisou que há uma necessidade clara de se estabelecer mecanismos duros contra os chamados malfeitos, classificando esses crimes como hediondos.

A chefe do Executivo nacional também destacou que essas ações precisarão ser discutidas com a população e não apenas formuladas nos corredores do Congresso Nacional. A fala de Dilma Rousseff atende ao clamor popular por mudanças no modelo de  classificação dos crimes de corrupção.

E, mais uma vez, a proposta da presidente encontra a resistência do Congresso Nacional. Vários projetos com o objetivo de endurecer a legislação contra corrupção estão emperrados na Câmara e no Senado.

Fonte: Por Gilberto Prazeres, do Blog da Folha.

Coro "Volta Lula" começa a ser entoado na seara doméstica. (Foto: EFE/Arquivo)

Coro “Volta Lula” começa a ser entoado na seara doméstica. (Foto: EFE/Arquivo)

BRASÍLIA – Na pior semana de seu governo, com uma onda de protestos violentos sacudindo o País, inflação em alta e popularidade em queda, a presidente Dilma Rousseff criou uma espécie de gabinete de crise e rompeu o isolamento do Palácio do Planalto. Avessa a negociações e alvo de críticas no Congresso, ela foi obrigada a montar uma agenda de emergência para ouvir as vozes das ruas, conter as insatisfações e abafar o coro do “Volta Lula”, que já começa a ser entoado na seara doméstica para pedir o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2014. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, o PT não enfrenta desgaste tão grande.

Com muitos nós para desatar, Dilma pretende agora testar um novo estilo de governo para tentar virar o jogo e traçar a rota do projeto de reeleição. Ajustes na política econômica para reagir à esperada redução de dólares no Brasil, com o fim do programa de estímulos nos Estados Unidos, e mudanças no núcleo político do Palácio do Planalto são aguardados para o segundo semestre.
Habituada a centralizar decisões e a formular sozinha as principais diretrizes políticas e econômicas, a presidente encerrou a semana com a imagem de gerente desgastada, em meio a uma sucessão de más notícias que deixaram o Planalto atônito. É nesse tumultuado cenário que a presidente terá que negociar com aliados as composições para 2014.

O PMDB convocou reunião de sua Executiva para terça-feira, a fim de discutir a crise e os obstáculos à formação dos palanques com o PT nos Estados, como no Rio de Janeiro. “A coordenação política do governo está sem força e ninguém mais aceita essa história de dois palanques para Dilma”, resumiu o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

“Tem um bicho esquisito aí”, admitiu o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. “Quem está na chuva é para se queimar e esses protestos também atingiram o PSDB e o governador Geraldo Alckmin”, completou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fazendo um trocadilho. “Com certeza, alguma lição vamos tirar dessa catarse”, previu o ministro.

Dos problemas com a demarcação de terras indígenas, passando por boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, vaias na abertura da Copa das Confederações, escalada da inflação, “Pibinho”, atritos com o PT e o PMDB e, agora, a fúria nas ruas, tudo pareceu conspirar para o inferno astral do governo, nos últimos dias. Para recuperar o apoio perdido, Dilma acertou com Lula que mudará a estratégia política, chamando, por exemplo, representantes de movimentos sociais para conversas periódicas.

Fonte: Agência Estado.

Apesar de bater na tecla de que os rumos da eleição serão definidos apenas no próximo ano, o deputado federal Raul Henry (PMDB) defendeu que a aliança com o PSB, fechada na última eleição para prefeito do Recife, deve se manter em 2014. Além disso, o peemedebista considerou que “o melhor para o País seria também uma candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) a presidente da República”. Com essa posição, o peemedebista ainda negou os rumores sobre um provável afastamento na relação entre o senador Jarbas Vasconcelos e o socialista. ”Não existe isso”, sintetizou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

Ao ser questionado se, para Jarbas Vasconcelos ser o candidato a senador pelo partido, precisaria de um cabeça de chapa para o governo do Estado ou se a sigla poderia lançar uma chapinha só de seu correligionário para o cargo, Henry disse que o que defendeu claramente no momento em que a aliança com Geraldo Julio foi construída aqui no Recife diz respeito à manutenção do alinhamento com o PSB também em 2014.

“Continuo defendendo essa posição, continuo defendendo esse ponto de vista, continuo defendendo que o melhor para o País seria também a candidatura do governador Eduardo Campos a presidente da República. Tudo isso são posições públicas minhas. Agora, o cenário eleitoral que vai se dar no próximo ano só vai se dar no próximo ano. Inclusive, porque o governador ainda não definiu se é candidato a presidente ou não. Disse que vai definir isso no próximo ano”, argumentou Raul Henry.

O parlamentar defendeu que acha correta a atitude do governador e que “nós torcemos pela candidatura dele”. O peemedebista ainda afirmou que a avaliação do socialista sobre o tempo, sobre o calendário eleitoral está correta, adequada, e que “no próximo ano, quando esse cenário estiver configurado, nós vamos saber tomar nosso rumo”.

Fonte: Por Branca Alves, do Blog da Folha.

Personagem de extrema gentileza no trato, o empresário Armando Monteiro Filho tem um argumento infalível quando quer fazer um pedido: Companheiro, faça-me essa homenagem. É batata, ninguém nega.

Seu filho, Armando Neto, aprendeu isso em casa e tanto na Federação das Indústrias de Pernambuco, como na CNI, pode comprovar que gentileza e elegância no trato das pessoas são coisas que abrem porta e, especialmente, não as fecham.

Para costurar sua atuação em Brasília, por exemplo, ele usou muito a expressão cunhada por seu pai e ela ajudou muito quando se meteu na campanha de senador que levou a vaga, com mais votos, quando todo mundo achava que seria Humberto Costa.

Por isso, Armando Monteiro Neto foi à festa do sítio Macambira, no último sábado, remexer o corpo ao som de uma banda de forró e saborear um bom cardápio pago com o dinheiro do contribuinte na propriedade do vice-governador João Lyra, sabendo que o sonho de virar candidato ao governo de Pernambuco com o aval do governador Eduardo Campos é um sonho impossível. Mas, como diz seu pai, tinha que prestar ao vice-governador “essa homenagem”.

O senador sabe dessa impossibilidade. E se não souber, alguém precisa lhe dizer que a menos que se bandeie com mala, cuia e seu deputados e prefeito para o PSB, Eduardo Campos não tem como dar-lhe a legenda.

A menos que o governador, e candidato a presidente da República, deseje cometer um suicídio político indo para uma campanha majoritária com um candidato fora de seu partido e ainda por cima pertencente à base aliada do Governo Federal que ele se apresenta contra.

Mas Armando sabe muito bem que Eduardo Campos não vai fazer isso. Mas, ele foi. Precisa ir. Para não parecer descortês com Lyra e com Eduardo. E foi fazer aquela “homenagem” aos dois.

Mas, não deve ter sido fácil. Ele viu a animação de João Lyra, que comprou camisa vistosa para sair bem na foto com a filha Raquel e cuidou de cada detalhe do forrobodó em Caruaru neste final de semana. João Lyra (que já tem assegurado nove meses no governo), sabe que apenas Fernando Bezerra Coelho tem prazo para decidir seu futuro. E que Armando Neto não estará na chapa que ele sonha encabeçar ano que vem, sob as bênçãos de Eduardo Campos.

Lyra sabe que, diferentemente dele, e de Armandão, é FBC quem precisa escolher entre ficar no partido e arriscar a vaga convencendo o governador e ao próprio João Lyra de que “ele” é a melhor opção para a disputa do Governo.

Ou “partir para novos desafios” com diz aquele trecho clássico das cartas de demissão das empresas. Ou seja: o problema de Fernando Bezerra Coelho não é de ficar no partido de Eduardo Campos, mas se deve sair dele.

Isso explica a alegria de João Lyra no remelexo do Sitio Macambira. Ao contrário de FBC que pode sair, ele está entrando no partido de Eduardo Campos para dar força e tranquilidade ao governador com a opção confiável que ele, João Lyra, julga ser a melhor solução se comparado a Fernando Bezerra Coelho. Ele está saindo do PDT para virar socialista de carteirinha. Até porque, de qualquer forma, vai estar mesmo na cadeira de Eduardo Campos e com a caneta do Diário Oficial na mão.

Tem mais: Armandão sabe que todo seu corrichado em Brasília com o PT não lhe garante muita coisa. Quem foi que ele apoiou na eleição para prefeito? Geraldo Júlio. E quem era o candidato do PT? Humberto Costa.

Ele certamente não pensa que Humberto, João Paulo, Pedro Eugênio e o PT de Pernambuco já deixaram e fazer a conta de como seria diferente se Armandão jogasse o peso de sua tropa em favor da candidatura do senador petista.

Talvez, até ache que o PT pode abrir mão de ter uma candidatura própria e ainda apoiar outra de outro partido, de graça, só para “detonar” o candidato Eduardo Campos? Mas, essa é uma conversa que os dois lados vão exigir um fiador para fechar o negócio.

O diabo é que tem o fator FBC. Porque FBC é do ramo. O ministro está hoje se sentindo pinto no lixo com os salamaleques que o Palácio do Planalto lhe faz. O ministério meia-boca que Eduardo Campos lhe no Governo Dilma (por não ser candidato ao Senado na vaga que hoje é de Armando), virou uma botija de moedas de ouro. E ele vai levar essa situação até o dia em que terá que decidir se desembarca do Governo Dilma Rousseff e se abraça com Eduardo Campos, com a vaga garantida de candidato ao governo de Pernambuco.

Porque se não tiver essa garantia, ele arranja um desses partidos mequetrefes que seriam escalados por Brasília para abrigá-lo, enquanto o PT, também por ordem de Brasília, aceitaria fazer uma “aliança estratégica” com a garantia de que, eleito, FBC daria uma boa participação no governo e do segundo governo Dilma.

O problema de Armando Neto é que ele fez a conta errada lá trás. Na cabeça dele, apoiar Geraldo Júlio em 2012 era o passaporte para Eduardo Campos apoiá-lo em 2014, afinal, estavam todos na base aliada de Dilma Rousseff. E ele não estava errado, mas não levou em conta que para Eduardo Campos para ser candidato à presidente da República Eduardo tem que ter, no seu território, um candidato do PSB.

Ao fechar com Campos e sua chapa do novato Julio, não avaliou que o governador de Pernambuco teria enormes embaraços em apoiar um candidato fora de seu partido.

Dá para imaginar o que seus adversários vão dizer por ai. E o PSB de Pernambuco fica como? E o PSB dos outros Estados? Nesse caso, não poderiam fazer o que quisessem? E que diabos de presidente de partido é esse que quer ser candidato a presidente da República e não tem cacife para bancar um candidato de seu partido na sua própria paróquia?

Certo, Armando Neto não sabia naquela época que o governador era candidato a presidente da República. Mas, hoje, ele já sabe e deve estar arrependido. Se tivesse se bandeado para o lado do PT, mesmo que Humberto perdesse tinha ficado o crédito com o PT Nacional. Mas, e daí? Em 2012 ele preferiu ficar com o governador pensando no crédito para 2014. E hoje contenta-se com a verdade de que ninguém naquele 2012 sabia dos planos do governador. Eduardo não disse isso a Armando.

Mais do que ninguém, Armando Neto sabe que, para ser candidato a governador, terá que bater chapa com João Lyra, com Fernando Bezerra vitaminado por Dilma e Lula. Ou com os dois numa chapa muito estranha onde o vice aceitaria oito meses de mandato quando poderia arriscar mais quatro.

Bom, agora Inês é morta e ele teve que sair do Recife pegar a BR-232 e aguentar aquela conversa fiado de São João no meio de um zabumba alto, sabendo que o máximo que pode acontecer é uma foto num blog das cidades onde tem correligionários.

Teve que ouvir aquele discurso de oposição duvidosa do governador criticando as vaias à Dilma em Brasília, sem poder avançar muito, pois, sabe que qualquer crítica contra o Governo Dilma é produzir prova contra si.

Também teve de aguentar aquela animação de FBC que foi cedo para a casa de Eduardo Campos, filou a bóia de Dona Renata antes de seguir com o governador para Caruaru falando das ações do Ministério da Integração no combate à seca.

E o pior: teve que fazer sala de reboco para João Lyra que além de ceder o lugar da festa deste ano já estava convidando todo mundo para o do ano que vem quando ele será o Governador e Eduardo Campos provavelmente com uma caravana nacional deve “visitá-lo” no meio da campanha presidencial.

Deve ter saído de lá com uma pergunta cruel na cabeça: o que é que eu vim fazer aqui?

Fonte: Por Fernando Castilho, especial para o Blog de Jamildo.

O governador Eduardo Campos (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (12), que não vai tomar qualquer decisão sobre o projeto de disputar ou não à Presidência da República antes do prazo estipulado pela legislação eleitoral. “A lei já define quando é o tempo certo, que é a convenção partidária em junho. Então, os partidos têm até junho para fazer essa discussão. O tempo certo é até lá. Qual vai ser a hora? Não dá para prevê com exatidão, mas com certeza em 2014”, afirmou.

Eduardo fez a declaração ao ser abordado sobre a pressão dos partidos da base que já começam a cobrar dele uma definição sobre disputa presidencial. Na última segunda-feira, em entrevista à uma rádio local, o presidente estadual do PTB, senador Armando Monteiro Neto, sugeriu que a decisão fosse anunciada em setembro.

“Tenho um respeito muito grande com as circunstâncias de cada um. Cada um faz o que pode no tempo que pode fazer. Minha posição sempre foi essa. Tenho muito respeito à Frente Popular, à autonomia dos partidos. Nunca recebi pressão. Não estou pressionando ninguém, nem estou recebendo pressão de ninguém”, garantiu o socialista.

Eduardo Campos voltou a dizer que o momento não é de discutir eleição, mas de cuidar das ações do governo. “Tenho que trabalhar, cuidar de nomear médico para atender o povo, da segurança pública, do abastecimento de água, de acompanhar a questão das chuvas que estão aí, de fazer a recomposição da base econômica onde ficou seco demais (em razão da estiagem). É isso que tem que fazer. No tempo certo nós vamos tomar as decisões que cabe tomar no tempo certo. Agora não tem decisão a ser tomada”, avisou.

Segundo o governador, na hora certa ele irá tomar a decisão que manterá a Frente Popular unida “em torno de um projeto que possa animar o povo e fazer as mudanças que iniciamos e que deve continuar na vida dos pernambucanos”.

Quando questionado sobre as declarações do senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, de que os números revelados pelas últimas pesquisas mostram que a eleição presidencial será decidida no segundo turno, Eduardo criticou avaliações precipitadas.

“Acho, sinceramente, que você fazer previsão de eleição com um ano e seis meses de antecedência é muito arriscado. As últimas eleições no Brasil foram decididas em dois turnos, ou seja, nós tivemos três eleições seguidas em dois turnos, isso é mais significativo de que pesquisa de opinião nesse momento. Agora, dizer que vai ter segundo turno ou não vai ter acho que é uma opinião e opinião eu respeito”, resumiu.

Fonte: Por Rosália Rangel, do Diário de Pernambuco.

Tucano afirmou que pesquisa da Datafolha indica que a eleição será disputada no segundo turno; que a presidente não está sólida; e um provável crescimento dos candidatos da oposição. (Foto: José Cruz/ABr)

Tucano afirmou que pesquisa da Datafolha indica que a eleição será disputada no segundo turno; que a presidente não está sólida; e um provável crescimento dos candidatos da oposição. (Foto: José Cruz/ABr)

A queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), apontada por uma pesquisa da Datafolha, no fim de semana, foi avaliada pelo deputado federal e presidente estadual do PSDB, Sérgio Guerra, como algo que não deve ser vista pelos resultados numéricos. Para o tucano, ela mostra que a petista sofre uma queda importante pela primeira vez e que as eleições devem se encaminhar para um segundo turno.

“É uma pesquisa que deve ser vista não pelos resultados numéricos. O mais importante é a tendência, já que nós estamos a uma distância bastante grande da eleição. Políticos pensam nisso, mas não é a prioridade do povo”, afirmou Sérgio Guerra, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7.

A pesquisa da Datafolha apontou que a popularidade de Dilma caiu 65% para 57%. Houve também queda nas intenções de voto. Para ele, a pesquisa indica alguns sinais. “O primeiro é que, pela primeira vez, a presidente sofre uma queda importante. A tendência era ficar estável, até cresceu e agora caiu sete pontos percentuais. É uma mudança de tendência. Como nesses meses não houve nenhum acidente grande, nenhum confronto, episódio significativo, isso indica que o grau de satisfação do eleitorado com a candidatura dela ou com ela começa a apresentar sinais de enfraquecimento”, declarou.

Para ele, se cair sete pontos e a curva se manter, vai cair mais depois, “e isso dá certeza que a eleição no próximo ano se definirá no segundo turno e não no primeiro”. “Nas outras eleições, de Lula contra Alckmin, e dela contra Serra, o primeiro turno foi decidido na campanha. Agora, já se sabe que a eleição vai ser no segundo turno”, completou.

“Essa pesquisa indica, primeiro, que a eleição será disputada no segundo turno; segundo, que a presidente não está sólida, vai perdendo posição; e terceiro, um provável crescimento dos candidatos da oposição e a indicação de que tanto Marina Silva quanto Eduardo estarão seguramente no páreo. Vamos ver o que vai acontecer com as intenções de voto dos dois nos próximos quatro a cinco meses”, finalizou Sérgio Guerra.

Fonte: Por Branca Alves, do Blog da Folha.

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