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O esforço para garantir sustentabilidade ao governo após a crise política causada pela delação dos executivos da JBS, o presidente Michel Temer se reuniu na última quarta-feira (24) com a bancada do PMDB no Senado. Dos 22 senadores que o partido tem, 17 se reuniram com o presidente de acordo com o Planalto. Segundo o Blog da Andréia Sadi, Temer não convidou para o encontro o líder do partido na Casa, Renan Calheiros.

Após reiteradas críticas às reformas encampadas por Temer, o senador alagoano decidiu romper de vez com o presidente e passou a defender sua renúncia. O senador José Maranhão foi o último a chegar, quando a reunião já havia começado. Também participou o ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo). Eliseu Padilha (Casa Civil) esteve no Planalto durante a reunião, mas saiu em seguida.

Dissidência
Segundo a TV Globo, Renan teria participado na noite da terça-feira (23) de uma reunião com senadores da oposição e dissidentes do PMDB na casa da senadora Katia Abreu (PMDB-TO). Também foram convidados os senadores Paulo Paim (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Rocha (PT-PA).

No mesmo horário, Temer recebia deputados da base aliada na última agenda do dia. O encontro se deu após um dia tumultuado no Congresso. Entre manifestações da oposição e discussões que quase levaram parlamentares às vias de fato, o governo conseguiu mais tempo para tentar reorganizar a base.

Na Câmara, o adiamento do relatório favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) das eleições diretas em caso de vacância da Presidência da República foi, para o Planalto, um sinal de que a fidelidade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao governo ainda é capaz de garantir alguns momentos de alívio.

Na iminência da votação do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Maia decidiu dar início à ordem do dia no Plenário. A manobra obrigou a comissão a suspender os trabalhos e adiar a discussão sobre a possibilidade de eleições diretas antecipadas, que deverá ser retomada nesta quarta.

No Senado, uma confusão entre os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi a justificativa para que o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), desse como lido o relatório da reforma trabalhista.

A decisão corrobora com a manutenção do calendário para a tramitação da medida na Casa, vista como uma das prioridades do governo Temer. No Planalto, a manutenção da agenda de reformas econômicas é vista como a garantia mais forte que Temer tem de resistir à crise política.

Fonte: G1

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