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Diante de um panorama de incertezas e escândalos políticos, o cenário político brasileiro se apresenta de uma forma instável despertando a desconfiança e indignação da sociedade brasileira. Apesar de pressionado, após a delação premiada do empresário Joesley Batista da JBS, o presidente da República Michel Temer não deve renunciar. O mais provável é que o líder do PMDB opte pela licença temporária do cargo. Esta estratégia se configura como uma saída para amenizar a crise política do governo e preparar a defesa das acusações.

A Constituição Nacional permite o afastamento por um período máximo de 15 dias, exceto sob a autorização do Congresso. O aval pode ser concedido através de uma Lei Complementar prevista na Constituição e até hoje não-regulamentada, que transfere temporariamente os poderes para o vice-presidente. A licença caso aceita, manteria o foro privilegiado do presidente.

Uma reforma política se faz necessária para reestruturar o falido presidencialismo do Brasil, onde há o monopólio em relação à concentração de poder e rara participação popular na tomada das principais decisões políticas do país. O reflexo desta realidade são as ineficientes políticas públicas, a falta de investimento para os jovens e o desenvolvimento do empreendedorismo para a implementação de novos negócios.

A solução viável é a não reeleição dos candidatos e também pertencentes de partidos envolvidos em escândalos que contribuíram para atual crise política e econômica do país e o ingresso de políticos qualificados. Um exemplo bastante representativo é caso do deputado federal Eduardo da Fonte do PP. Ele foi o candidato mais votado na cidade de Paulista e, em Pernambuco, com mais de 283 mil votos. Posteriormente foi denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção e lavagem de dinheiro. Eduardo da Fonte foi acusado de receber 300 mil reais de propina do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC.

A insatisfação da sociedade brasileira com o rumo da política nacional é evidenciada em números em pesquisas de opinião: 50% da população declara que não vota no PT nas próximas eleições em 2018, 47% decidiram não votar o PSDB e 43% sequer pensam em possíveis candidatos para votar. Coincidentemente, ambos os partidos estão entre as quatro legendas com o maior número de políticos envolvidos em esquemas de corrupção, juntamente com o Partido Progressista (PP), PMDB e o PSB em Pernambuco.

No âmbito estadual, Pernambuco se encontra órfão de um líder político desde a morte de Eduardo Campos em 2014. O atual governador do Estado, Paulo Câmara do PSB, adota um discurso generalista e distante da realidade da população, ocasionando um alto índice de rejeição. Fortes são as possibilidades de que o pessebista não dispute a reeleição para o governo de Pernambuco. A situação do deputado federal pelo PSDB, Daniel Coelho, também se aparenta desconfortável, visto que não há uma coerência nos apoios políticos do deputado em diferentes regiões do estado e do país. Ora demonstrando apoio ao PSB, ora ao PSDB de acordo com a conveniência do momento.

Para a disputa do cargo de governador despontam como possíveis postulantes Armando Monteiro Neto do PTB formando uma provável aliança com o ministro das Cidades Bruno Araújo, do PSDB. O senador petebista tem priorizado suas ações nas regiões da Mata, do Agreste e do Sertão, porém é ausente na Região Metropolitana do Recife, que concentra cerca de 50% do eleitorado estadual. Além do atual ministro da Educação Mendonça Filho do Democrata e uma terceira possibilidade seria o ex-prefeito do Recife, João Paulo do PT, por sempre estabelecer uma forte identificação com a capital pernambucana e estar isento de escândalos políticos.

Torna-se relevante mencionar o cenário do conflito envolvendo o senador Fernando Bezerra Coelho, em relação aos escândalos políticos o mencionando dentro das investigações da Lava Jato, e a divisão nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), tendo como Tereza Cristina (PSB), a líder da bancado do partido na Câmara Federal e do vice-governador de São Paulo, Marcio França (PSB). É notório que a imagem do partido está estremecida desde o final de 2014, quando surgiram as primeiras evidências de participação em escândalos políticos revelados na Operação Turbulência da Polícia Federal e um possível recebimento de dinheiro desviado relacionado à Refinaria de Abreu e Lima.

Ao analisar a configuração política da cidade de Paulista, encontram-se grandes entraves: a começar pela proibição da minha candidatura (Nena Cabral) de disputar as eleições para prefeito nas últimas eleições pelas forças políticas ocultas e a forma desenhada e estratégica como o atual administrador do município foi reeleito. Na atual gestão, percebe-se que não há a preocupação em construir novas lideranças para suceder Júnior Matuto, que corre o risco de ser impedido de continuar a exercer o cargo após investigações do Ministério Público TCE e TRE em Pernambuco. O mesmo possivelmente lançará a esposa Andréia Matuta, como candidata a Deputada Estadual, mesmo não apresentando uma história política.

Como se não fosse suficiente os problemas acima citados, a cidade foi classificada como a 4ª mais violenta do estado e a líder estadual em índices de desmatamento. Sendo o pulmão da Região Metropolitana Norte: Nossa Paulista tem as quatro piores praias do Brasil, com proibição do banho de mar devido à contaminação da água. O descaso não se encerra neste aspecto. A qualidade da saúde e da educação da cidade decaiu espantosamente. A unidade mista e os postos de saúde não funcionam, as escolas abandonadas e o tradicional Colégio Firmino da Veiga, que chegou aos oito mil alunos, hoje está defasado, destruído e sem estrutura, com apenas 250 estudantes.

E o futuro frente aos conflitos vigentes qual será? O país, seus estados e cidades urgem por uma renovação política, onde o povo possa fazer novas escolhas e fazerem surgir uma nova safra política diferenciada e vindoura, para assim salvar o Brasil.

Por Nena Cabral.

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