Por Jailton Lima
A megaoperação realizada nas comunidades do Rio de Janeiro reacendeu a esperança de dias mais seguros para a população fluminense. A ação, que mobilizou forças estaduais e teve ampla repercussão positiva, foi recebida com apoio e alívio pelos moradores, cansados de viver sob o domínio de facções criminosas.
O povo carioca, que há décadas convive com o medo, enxerga nessa ofensiva um passo necessário rumo à retomada da paz e da dignidade.
Entretanto, a ausência de apoio efetivo do Governo Federal — criticada pelo governador Cláudio Castro — revela um preocupante desalinhamento entre os entes federativos.
A segurança pública não pode ser tratada como palco de disputas políticas ou ideológicas. É urgente que União, Estado e municípios deixem suas diferenças de lado e atuem de forma integrada, com recursos, inteligência e compromisso.
O Rio clama por união. Cada vida perdida, cada criança impedida de brincar, cada trabalhador refém do medo é um lembrete de que combater o crime é um dever de todos. O momento exige coragem, empatia e cooperação. O Rio precisa de paz — e não pode esperar mais.



