Pernambuco Política

Campanha nas ruas: Geraldo Julio diz que Armando teme ser ‘desmascarado’ e Paulo Câmara evita polêmica

Bandeiras no alvo das polêmicas. Armando prega pacto contra publicidade nas ruas. (Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem)[/caption]

Parece que o candidato Paulo Câmara (PSB) não vai abandonar o modo como vem organizando a campanha política, com uso de cavaletes e bandeiras pelas ruas da cidade. Em reação à carta aberta enviada pelo senador Armando Monteiro Neto, candidato do PTB ao governo de Pernambuco, pregando eleições limpas, o candidato da Frente Popular preferiu se isentar da polêmica e afirmou que ‘vai fazer campanha’.

Durante o debate promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), nesta segunda-feira (14), o ex-secretário da Fazenda foi interpelado sobre a postura que iria adotar frente ao texto enviado por Armando Monteiro. Sem rodeios ou polêmicas, Câmara respondeu de maneira seca que iria fazer campanha.

O prefeito Geraldo Julio (PSB) saiu em defesa da candidatura do socialista e subiu o tom na resposta.

“É estranha essa postura de Armando, porque ele sempre utilizou esse tipo de recurso e agora é contra”, disse o socialista ao editor deste Blog, Jamildo Melo.

“Quem quer uma pactuação dessas vai ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), para mim ele [Armando] está com receio de ser desmascarado, porque ele é aliado de Dilma e Paulo [Câmara] de Eduardo Campos”, acrescentou.

Desde a pré-campanha, os socialistas acusam Armando Monteiro de querer vincular o nome ao ex-governador Eduardo Campos. Em maio, Geraldo Julio, inclusive, afirmou que a campanha de Armando era baseada em duas mentiras e uma omissão, em referência ao fato de Armando não ter se ‘descolado’ da imagem de Campos.

O líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Waldemar Borges, também fez críticas ao posicionamento de Armando e tentou desconstruir a intenção do candidato por trás da carta.

“A preocupação de todos é fazer uma campanha sem atrapalhar a vida das pessoas. Agora, evidentemente, que a proposta quando surge de um candidato que está há 10 anos com uma candidatura posta tentando impedir que outro candidato, 70% desconhecido, se apresente é razoável que se imagine que ele não está preocupado com o conforto das pessoas”, afirmou Borges, buscando descredenciar a intenção do senador.

“São instrumentos legais que a campanha oferece”, acrescentou, afirmando que Armando está com ‘medo e apavorado’. “À medida que Paulo Câmara vai se tornando mais conhecido e começa a conquistar a preferência das pessoas, é óbvio que tudo isso faz parte de um movimento tipicamente eleitoral. Paulo, pela consistência e pela história que tem, vai conquistando a preferência do eleitor. Armando é sabido”, disse.

Fonte: Por Marcelo Balbino, do Blog de Jamildo.

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