Brasil Destaque Economia Política

Carne Fraca expõe divergências entre governo Temer e a Polícia Federal

Temor: Os consumidores estão receosos de comprar a carne.[/caption] Após a perplexidade gerada na população com a deflagração da Operação Carne Fraca, no último dia 17 de março, que deixou a população estarrecida, anunciada como a maior força-tarefa da Polícia Federal, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) tenta minimizar os efeitos da ação da PF. Passado o estardalhaço da operação, as divergências entre a PF e o governo federal ficaram explícitas. Basta lembrar a primeira reação do governo, por meio da declaração do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que estava de licença do cargo quando a operação foi deflagrada. Na sexta-feira (17), ele disse que as denúncias eram “um crime contra a população”. Ele afirmou, também na sexta-feira, que as investigações deveriam seguir “com todo rigor” para punir os responsáveis. No domingo (19), o tom foi mais ameno e a divergência entre o governo e a PF ficou explícita. O ministro disse que não iria “bater boca” com a PF ao explicar que, se o Ministério da Agricultura tivesse sido avisado com antecedência sobre a operação em curso, teria esclarecido pontos considerados irregulares pela Polícia Federal. “Em função da narrativa (da PF) é que se criou grande parte dos problemas que temos hoje”, reclamou o ministro. Para em seguida acrescentar: “É uma idiotice. As empresas gastaram milhões de dólares para conquistar mercados, e vão misturar papelão?”. Esforço O esforço do Planalto é tranquilizar a população e, principalmente, estancar a sangria que compromete a combalida economia nacional. Além do mercado interno, a exportação do setor no ano passado gerou US$ 14 bilhões, algo em torno de R$ 42 bilhões. O primeiro reflexo veio na última segunda-feira (20), no Diário Oficial da União. O Ministério da Agricultura exonerou Gil Bueno de Magalhães e Júlio César Carneiro dos cargos de Superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento que ocupavam nos Estados do Paraná e de Goiás, respectivamente. Sob suspeita Também no dia 20, veio à tona a informação que em dois anos de investigações da Polícia Federal fez perícia em carnes de apenas um frigorífico. O alvo teria sido a Peccin Agro Industrial, em Curitiba, no Paraná. A empresa nega irregularidades apontadas pela PF. No relatório da PF, que justificou a deflagração da operação, consta denúncia de pagamento de propina a funcionários do Ministério da Agricultura, em troca de arrefecimento na fiscalização dos frigoríficos. Na lista de empresas suspeitas, a PF relacionou 22 empresas – entre elas marcadas conhecidas, Sadia, Perdigão e Chester, do grupo BRF e Friboi, Seara, Big Frango, Swift e Maturatt, do Grupo JBS. Todas negaram irregularidades. Falta transparência O fiscal agropecuário federal Daniel Gouvêa Teixeira, que denunciou irregularidades na Superintendência Federal de Agricultura do Paraná, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afirmou que falta “transparência” e “fiscalização” na cadeia de produção de carne brasileira. Fonte: em.com.br, por Iracema Amaral.]]>

SEJA UM ASSINANTE
Como assinante, sempre que houver uma nova postagem, você será o primeiro a receber o conteúdo, com exclusividade.
icon

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.