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Grupo de jovens faz terceira passeata consecutiva no centro do Recife

No Recife, faixa informa, em inglês, que um novo Brasil começou. (Foto: Luna Markman/G1) No Recife, faixa informa, em inglês, que um novo Brasil começou. (Foto: Luna Markman/G1)[/caption]

Pelo terceiro dia consecutivo, o centro do Recife virou palco de uma manifestação na tarde deste sábado. Por volta das 16h30, um grupo que marcou encontro na Praça do Derby iniciou uma passeata pela Avenida Agamenon Magalhães, um dos principais eixos da cidade.

O principal ponto de reivindicação é o fim da PEC 37, ou PEC da Impunidade, que restringe o direito de investigação do Ministério Público.

A convocação pelas redes sociais sugeria a Avenida Conde da Boa Vista e o Marco Zero. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), havia inicialmente entre 150 e 200 manifestantes e o movimento começou pacífico. O grupo seguiu pelo cruzamento entre a Avenida Agamenon Magalhães e a Rua Paissandu. Agentes de trânsito foram enviados ao local para monitorar o trânsito.

Por volta das 18h, o grupo chegou à Avenida Abdias Abdias de Carvalho, que chegou a ser obstruída, nos dois sentidos. Pelo menos oito viaturas do Grupo de Ações Táticas Itinerantes (Gati) estavam no local, mas não há registro de tumulto. A Polícia Militar disse que o número de participantes da passeata é estimado em 500 pessoas. Pimenta Na noite de sexta-feira (21), a segunda manifestação seguida ocorrida na cidade acabou sendo dispersada com o uso de spray de pimenta e balas de borracha pela Polícia Militar. Alguns manifestantes foram detidos. Profissionais de imprensa relataram que sentiram os efeitos do spray de pimenta e foram impedidos de trabalhar, sendo obrigados pelos policiais a desligar câmeras para não registrar o tumulto.

Em nota, neste sábado (22), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram o cerceamento ao trabalho e a violência policial de que foram vítimas os jornalistas. O Sindicato informou que vai solicitar uma audiência com o secretario de Defesa Social, Wilson Damásio, para cobrar a apuração dos fatos.

A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que não está prevista nenhuma investigação para os fatos ocorridos na noite de sexta-feira (22), uma vez que nenhuma denúncia foi feita. De acordo com a PM, as manifestações no Recife vinham sendo caracterizadas pela participação ordeira das pessoas e, se houve uso desse tipo de equipamento, foi para evitar um mal maior. A orientação da PM é que as pessoas que se sentirem lesadas devem procurar a Corregedoria da PM para registrar sua queixa. Polícia Militar – 0800-0815001 / (81) 3183-5298. As denúncias também podem ser feitas através de carta, formulário do site ou pelo e-mail ouvidoria@sds.pe.gov.br.

Fonte: G1 PE.

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