O massacre de carnificina ocorrido, nos presídios de Manaus, no último dia 26 de maio, provocou a morte de 55 detentos. Instalou-se um cenário de terror e perplexidade. Grupos rivais, movidos por ódio e ganância de espaço e controle das unidades prisionais, deixaram o Brasil aterrorizado. Os criminosos gradearam-se da forma mais selvagem, justamente, no domingo, dia de visita dos familiares dos presos. Ocorreu uma verdadeira barbárie.
Esse domingo nefasto entra parta a história como o domingo da morte. O vale da mortandade, literalmente, concretizou-se: detentos sendo decapitados, outros, enforcados e esfaqueados brutalmente. Os agentes penitenciários, impossibilitados, não puderam fazer nada para deter a onda de violência. Com a chegada da Polícia Militar, a situação foi controlada.
É dura essa realidade: a violência também continua dentro das precárias e superlotadas penitenciárias brasileiras. Elas parecem mais uma arena de gladiadores. O poder público está inerte e impotente diante da grave crise urbana dentro e fora dos presídios. Um outro absurdo: os líderes das facções criminosas ordenam suas ações de dentro das celas de segurança máxima. O poder público perdeu essa guerra.
Diretor Editorial: Jailton Lima
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