Brasil Editorial

O vale da mortandade

O massacre de carnificina ocorrido, nos presídios de Manaus, no último dia 26 de maio, provocou a morte de 55 detentos. Instalou-se um cenário de terror e perplexidade. Grupos rivais, movidos por ódio e ganância de espaço e controle das unidades prisionais, deixaram o Brasil aterrorizado. Os criminosos gradearam-se da forma mais selvagem, justamente, no domingo, dia de visita dos familiares dos presos. Ocorreu uma verdadeira barbárie.

Esse domingo nefasto entra parta a história como o domingo da morte. O vale da mortandade, literalmente, concretizou-se: detentos sendo decapitados, outros, enforcados e esfaqueados brutalmente. Os agentes penitenciários, impossibilitados, não puderam fazer nada para deter a onda de violência. Com a chegada da Polícia Militar, a situação foi controlada.

É dura essa realidade: a violência também continua dentro das precárias e superlotadas penitenciárias brasileiras. Elas parecem mais uma arena de gladiadores. O poder público está inerte e impotente diante da grave crise urbana dentro e fora dos presídios. Um outro absurdo: os líderes das facções criminosas ordenam suas ações de dentro das celas de segurança máxima. O poder público perdeu essa guerra.

Diretor Editorial: Jailton Lima

Foto: YouTube.

SEJA UM ASSINANTE
Como assinante, sempre que houver uma nova postagem, você será o primeiro a receber o conteúdo, com exclusividade.
icon

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.