Por Jailton Lima
A recente megaoperação coordenada pelo governador Cláudio Castro marca um divisor de águas na luta pela libertação do Rio de Janeiro do jugo das facções criminosas.
Após anos de domínio do medo, a ação das forças de segurança devolveu aos cariocas algo há muito perdido: a esperança. O saldo positivo da operação — com a retomada de territórios e a prisão de líderes criminosos — foi recebido pela população com um misto de alívio e gratidão.
Nas ruas e redes sociais, o apoio foi massivo. O povo, cansado de viver sob ameaças e toques de recolher impostos pelo crime, finalmente sentiu que o Estado voltou a agir com firmeza.
Entretanto, causa espanto e indignação o posicionamento de parte da ala da esquerda, que preferiu atacar a operação em vez de condenar os criminosos. Esse discurso, ainda que disfarçado de “defesa de direitos humanos”, acaba soando como apoio velado àqueles que espalham terror e sofrimento. O Rio não precisa de conivência — precisa de coragem.
As comunidades, por anos reféns da violência e do tráfico, respiram agora um novo ar. Crianças voltaram a brincar nas ruas, e comerciantes puderam abrir suas portas sem medo.
Esses pequenos gestos de normalidade representam um imenso avanço para uma cidade que há tanto tempo clama por paz. O sentimento de segurança não deve ser privilégio, mas um direito garantido a cada cidadão.
No entanto, a vitória só será completa quando houver continuidade e integração entre as forças de segurança. O combate ao crime não pode ser episódico, tampouco refém de disputas políticas.
É necessário que União, Estado e municípios somem esforços e recursos, deixando ideologias de lado. O povo quer resultados, não discursos. A megaoperação foi o primeiro passo de um caminho longo — mas finalmente, o Rio de Janeiro voltou a acreditar.


