Por Jailton Lima
A tensão entre o Congresso Nacional e o presidente Lula tem se intensificado, revelando uma disputa de poder que coloca em xeque a governabilidade. Parlamentares, liderados por Hugo Motta, têm imposto derrotas sistemáticas ao Planalto, como na desidratação de vetos e medidas provisórias. A agenda do Executivo patina diante de um Legislativo empoderado e cada vez mais disposto a negociar apoio em troca de cargos e verbas.
Lula, experiente na articulação política, enfrenta um cenário diferente de seus mandatos anteriores: um Congresso fragmentado, mais conservador e dominado por interesses corporativos. A ausência de uma base sólida deixa o governo vulnerável.
Nessa guerra política, quem perde é o povo. Enquanto Brasília trava disputas por espaço e influência, pautas urgentes — como saúde, educação e segurança — ficam em segundo plano. A população assiste, de longe, a um jogo de poder que pouco considera suas necessidades.
Se essa escalada continuar, o país pode enfrentar um ciclo de paralisia institucional. É urgente retomar o diálogo republicano. Caso contrário, a política se tornará apenas palco de vaidades, distante da vida real dos brasileiros.


