Igarassu Política Religião

Ademar comemora Dia da Consciência Evangélica

Representante: Ademar representa o segmento evangélico. Representante: Ademar representa o segmento evangélico.[/caption]

No último dia 31 de outubro, foi comemorado em Igarassu o Dia da Consciência Evangélica. A data foi instituída na cidade a partir de um projeto de lei nº 2.776/2012 de autoria do vereador Ademar de Barros (PDT) e tem como proposta ser um momento de confraternização da comunidade cristã, reflexão e reconhecimento da importância que este segmento tem para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Quando a gente mostra a importância da comunidade evangélica para a sociedade como um todo, contribui para a quebra de preconceitos. Apesar da expansão no número de igrejas e de fieis, é comum nos depararmos com casos de intolerância religiosa”, comentou.

A iniciativa do vereador acompanha o exemplo de várias outras cidades brasileiras que incluíram no calendário a celebração da data para a comunidade evangélica. Mundialmente, o dia 31 de outubro é conhecido por ser o momento em que se celebra a Reforma Protestante. Em 1517 desse mesmo dia, Martinho Lutero afixou as 95 teses da portaria da catedral alemã de Wittenberg. Elas protestavam contra doutrinas predominantes na época e propunham uma reforma no catolicismo. O movimento ganhou força, levando ao surgimento da Igreja protestante.

Desde então foram muitos os momentos de perseguição vivenciados por aqueles que decidiram viver a fé em Cristo. A história está repleta de casos de intolerância religiosa, muitos culminando em assassinatos sangrentos ou privações das mais variadas. Porém não é preciso retroceder muito no tempo. Recentemente o México, país da América, foi palco de afrontas a liberdade religiosa, conforme lembra o vereador Ademar de Barros.

“Naquele país, um grupo de famílias indígenas que havia se convertido ao protestantismo foi expulsa da comunidade onde vivia porque não quis renunciar a fé. Elas precisaram se mudar de cidade. Isso é muito grave”, contou Ademar. O caso citado pelo vereador ocorreu em Oxaca e ganhou repercussão nacional. Porém não foi o único. De maneira semelhante, famílias foram expulsas dos locais onde viviam no México pelo mesmo motivo. Em Jalisco e em Hidalgo foi proibida a construção de um templo evangélico.

Ademar de Barros lembrou que o preconceito religioso é crime no Brasil. “Aqueles que forem vítimas devem procurar seus direitos”, ressaltou. Ele destaca ainda a necessidade de uma maior atenção ao trabalho desenvolvido por comunidades cristãs junto a recuperação de pessoas envolvidas com drogas. “Enquanto algumas pessoas jogam pedras, as igrejas estão fazendo trabalhos valiosos junto aqueles que foram marginalizados da sociedade e se viram perdidos no mundo das drogas”, comentou. Igarassu conta, hoje, com mais de 36 mil evangélicos de diversas denominações. É um dos percentuais mais significativos do estado.

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