Médica no combate ao Covid-19
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Colapso hospitalar, aumento de infectados e mortes: sinais da vulnerabilidade de um país despreparado para o pior

Por Jailton Lima –

Os números são alarmantes e parece que o povo brasileiro ainda não percebeu ou não quer enxergar essa dura realidade mortal, que é a propagação do coronavírus (Covid-19).

Estamos beirando dez mil mortes, com uma média de 600 óbitos diários, por enquanto; e próximos de 150 mil infectados. Especialistas alertam que o Brasil pode ser o próximo epicentro mundial, ao lado dos Estados Unidos.

Mas é incrível como esses dados não amedrontam as pessoas – sobretudo as mais pobres e com baixo índice de escolaridade. Na grande maioria, não usa máscaras e nem faz a higiene de lavar sempre as mãos, aglomera-se nas filas de banco, de mercado, nas esquinas das ruas e até nas praças públicas.

Sem falar da carência de leitos hospitalares e equipamentos médicos em todo o país, que representa um sinal iminente do colapso na saúde nacional, ou seja, pessoas em casos graves pela Covid-19 não terão atendimento médico urgente: vão morrer até na frente dos hospitais, como ocorreu um caso no Estado do Pará, no mês de abril.

Embora as autoridades recomendam insistentemente o isolamento social como a forma mais eficaz para se proteger do contágio do vírus, as pessoas, na sua grande maioria, ignoram e até desenham; andando livremente pelas ruas e sem a mínima proteção.

É triste dizer como a ignorância de muita gente põe em risco a vida dela mesma e de seu próximo. O vírus é super contagioso e letal.

Além de sermos um país vulnerável a essas catástrofes humanitárias, somos também um povo sem educação, sem entendimento; somos um povo cego de conhecimento.

Os cientistas e os especialistas em saúde pública mostram o que se deve ser feito para não ser infectado, mas a gente – não todos nós – fechamos os olhos e tapamos os ouvidos.

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