Por Jailton Lima
A negligência no atendimento médico no Hospital e Maternidade de Abreu e Lima (HMAL) custou a vida de José Pereira da Silva, de 76 anos. O idoso faleceu Na última sexta-feira (28) após aguardar por mais de cinco horas uma ambulância para ser transferido.
Segundo familiares, José Pereira deu entrada no hospital por volta das 2h da madrugada, com fortes dores de estômago. A equipe de plantão informou que a unidade não possuía estrutura adequada para seu tratamento e que seria necessário transferi-lo. No entanto, a ambulância só chegou por volta das 8h, sem os equipamentos de UTI necessários para garantir um transporte seguro.
A família tentou transferi-lo por conta própria, mas foi impedida pelo hospital, que alegou que a remoção só poderia ser feita por uma UTI móvel. Essa demora foi fatal. Após a transferência, os profissionais de saúde que o atenderam em outra unidade afirmaram que o atraso agravou seu estado, tornando o quadro irreversível. O idoso faleceu no início da noite.
O caso escancara o descaso da gestão municipal com a saúde pública. Desde o início de 2020, o prefeito Flávio Gadelha tem negligenciado a estrutura do HMAL, deixando a população vulnerável à precariedade do sistema. Pacientes sofrem com a falta de equipamentos, demora no atendimento e a ausência de profissionais qualificados.
A morte de José Pereira da Silva não é um caso isolado, mas um reflexo da irresponsabilidade da administração municipal. A população de Abreu e Lima clama por medidas urgentes para evitar que mais vidas sejam perdidas por negligência e descaso.




