Esporte Pernambuco

Tiro Livre

Torcida Campeã Após anos de agonia, o Santa Cruz volta à Série B do Brasileirão. A partida que classificou o tricolor ocorreu no último dia 3 de novembro de 2013, no Estádio do Arruda. A equipe pernambucana venceu o Betim, de Minas Gerais, por 2 a 1, com apoio total de sua torcida que, como sempre, fez a sua parte. Estima-se que 60 mil torcedores tenham ido ao Arruda para assistir à partida. Foi um dos maiores públicos entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro. Para ter uma ideia do que isso representa, basta dizer que, no jogo pela 36ª rodada entre os dois times de maior torcida no país, realizado no Maracanã, no dia 24 de novembro passado, no qual o Corinthians perdeu para o Flamengo pelo placar de 1 a 0, o público foi de 23.284 pagantes. Por isso, não é demais lembrar o velho ditado: “O maior patrimônio de um clube é sua torcida”.

Com base no empenho dos torcedores tricolores, pode-se afirmar que o Santinha é um time de segunda, com uma torcida de primeira. E os números não deixam dúvida. Trata-se da torcida mais fiel e apaixonada do Brasil. Sendo assim, o título de Campeão da Série C, conquistado pela Cobra Coral no último dia 1º de dezembro, em casa, contra o Sampaio Correia, do Maranhão, por 2 a 1, veio coroar o esforço de seus abnegados torcedores que não abandonaram o time, nem mesmo quando ele se encontrava no fundo do poço. Portanto, parabéns, brava torcida tricolor! O título é de Série C, mas não importa, pois é nacional, e vale muito!

É preciso ter bom senso O Bom Senso F. C, movimento que luta por mudanças no futebol brasileiro, reivindica melhorias para o esporte, e melhores condições de trabalho para os jogadores. Sob o lema: “Por um futebol melhor para todos”, o GRUPO defende mudanças tanto para quem joga, quanto para quem torce, apita, transmite, e patrocina o futebol. A liderança do movimento vem organizando protestos em todo o país, e tem se mostrado solidária à causa de jogadores que não têm tido seus direitos respeitados. Um claro exemplo disso foi a postura tomada em favor dos atletas do Náutico, que se preparavam para convocar uma greve contra atraso de salários. Segundo os alvirrubros, a diretoria do clube havia atrasado seus salários.

Em nota, publicada na imprensa, a liderança do movimento chegou a advertir que caso houvesse alguma retaliação do clube contra os atletas em virtude dos protestos, o Campeonato Brasileiro seria paralisado. A o documento foi uma resposta às ameaças feitas pelo presidente do clube alvirrubro, Paulo Wanderley, que desafiou o volante Martinez, um dos líderes do suposto “levante”, afirmando que a iniciativa teria consequências. “Os jogadores estão cobrando o justo e o que é devido pelo clube. Sabendo da repercussão interna e das ameaças públicas sofridas pelos profissionais, o Bom Senso FC declara que caso exista alguma tentativa de retaliação aos atletas e o não pagamento da dívida, o Campeonato Brasileiro da Série A será paralisado IMEDIATAMENTE”, ressalta um trecho da referida nota. Depois do episódio, o clube cedeu e fez um acordo com os atletas prometendo saldar as dívidas em questão até o dia 9 de dezembro.

Ora, a postura do Bom Senso parece mais do que justa. Todo mundo sabe que jogador não entra em campo só por amor à camisa, como muita gente pensa. Na verdade, eles são profissionais comuns, de carne e osso, como todos os outros trabalhadores, que, além de precisarem de descanso, também têm necessidades, contas para pagar, famílias para manter, entre outras obrigações. E é preciso que os dirigentes de clubes estejam bem preparados para lidar com isso. Infelizmente, ainda há muito amadorismo no futebol, pelo menos no que se refere à gestão do esporte. E o resultado acaba se refletindo dentro de campo.

Entre o sonho e a realidade “Meu sonho é ser jogador de futebol”. Essa frase vem sendo repetida há anos por milhares de garotos em todo o mundo. E, no Brasil, não é diferente. Muitos garotos, principalmente de famílias pobres, veem no futebol a grande oportunidade de mudar de vida. Sonham, por exemplo, com a fama, o glamour, gordas contas bancárias, muitas mulheres, enfim, com uma vida de estrela. E para isso, buscam inspiração em jogadores de sucesso, como Ronaldinho, Robinho, Neymar, entre outros, brasileiros e estrangeiros, que ficaram milionários mesmo sem ter muito estudo. Em outras palavras, a garotada sonha com um mundo mágico e maravilhoso no qual se ganha enxurradas de dinheiro se divertindo. Mas, na prática, não é isso que acontece. A grande maioria dos meninos que entram nas escolinhas de futebol não consegue se tornar profissionais. Além do mais, dos que chegam a se profissionalizar, apenas alguns serão bem-sucedidos. De acordo com estudos recentes, mais de 80% dos jogadores profissionais recebem em média de 1 a 3 salários mínimos, e somente cerca de 5% a 7% recebem mais de 20 salários mínimos.

No entanto, embalados por um sonho pouco provável, muitos garotos se iludem de tal forma que, focados apenas em jogar futebol, acabam abandonando a escola por considerarem que, para serem jogadores, não precisam ter estudo. Trata-se, na verdade, de uma grande armadilha, pois a carreira de jogador, além de ser extremamente concorrida, é bastante curta, e modo que, mesmo para aqueles que se tornam profissionais, não há garantia de que ganharão fortunas. E o pior é que quando percebem a dura realidade, às vezes já é tarde demais.

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