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Pernambucano 2015
Como previmos na edição anterior desta coluna, o Sport Recife vem confirmando seu favoritismo no Campeonato Pernambucano 2015. A superioridade leonina não é uma realidade apenas no número de pontos conquistados até o momento, mas também no entrosamento e na qualidade do seu elenco. No entanto, a equipe rubro-negra está longe de ser considerado um supertime. A prova disso foi a derrota, em sua partida de estreia na Copa do Nordeste, pelo placar de 3 a 2, diante do Sampaio Corrêa, no dia 4 de fevereiro, em São Luís, no Maranhão. Portanto, não somente os torcedores, mas também os jogadores e a diretoria do clube precisam ser cautelosos, a fim de evitar o famoso “salto alto”. Ou seja: cometer a sandice de achar que o título do Estadual já está no papo, porque tanto Náutico quanto Santa Cruz, apesar de estarem ainda com seus elencos em formação, prometem evoluir bastante na competição. E as equipes do Interior também dão sinais de que farão de tudo para dificultar a vida dos times da Capital. O Santa Cruz que o diga. O Tricolor do Arruda já foi derrotado três vezes no certame, duas delas por times interioranos. Talvez, a derrota mais vexatória tenha sido a goleada por 3 a 0, no dia 8 de fevereiro, fora de casa, diante do Serra Talhada. Como se não bastasse, o Salgueiro também resolveu tirar sua casquinha, batendo a Cobra Coral por 1 a 0, em pleno Estádio do Arruda, no último dia 21 de fevereiro.

Náutico e Santa Cruz.

Náutico e Santa Cruz.

Clássico das emoções
Quem teve a oportunidade de assistir à partida entre Náutico e Santa Cruz, no último dia 25 de fevereiro,  pôde presenciar um ótimo confronto entre duas equipes bastante aguerridas, buscando o gol a todo instante. Foi, de fato, um jogo muito movimentado e interessante de se ver! Os dois times abriram mão de jogar na retranca e praticaram um futebol solto e ofensivo de ambos os lados. Os tricolores venceram o jogo por 2 a 1. E o torcedor alvirrubro ficou na bronca: do árbitro, que errou no lance que resultou no segundo gol do Santa, e também de seus atletas, que, segundo parte da torcida, não foram competentes para aproveitar as chances que tiveram.

Ora, essa é a ótica do torcedor, que geralmente é movido pela emoção e quer ver sua equipe vencer a qualquer custo. Mas, do ponto de vista de um comentarista de futebol, a imagem deixada foi outra. O Náutico, em alguns momentos, chegou a jogar melhor do que o Santa Cruz. Mas no futebol nem sempre o melhor vence. Além disso, não se pode esquecer que se trata de duas equipes repletas de jogadores jovens, muitos deles vindos da base de seus clubes, o que, sem dúvida, vai demandar muita paciência de suas torcidas. Mas o Santinha também teve seus méritos, porque, mesmo saindo de uma situação adversa, quando perdia por 1 a 0, teve forças para reagir e acreditar na possibilidade da vitória. E a recompensa veio em forma de “prêmio”, uma vez que o time deixou a lanterna e aliviou-se, pelo menos temporariamente, das fortes pressões que vinha sofrendo por parte dos seus torcedores em virtude dos maus resultados acumulados desde o início do atual certame.

Paulistano
O Estádio Ademir Cunha, em Paulista, que já foi palco de grandes partidas entre equipes do Estado, completa 33 anos de existência este ano. A partida que marcou sua inauguração ocorreu no dia 10 de maio de 1982, num amistoso entre Sport e Paulistano, equipe representante da cidade na época. Entre as décadas de 80 e 90, o Paulistano pôs o nome de Paulista no mapa do futebol estadual e nacional. O bom desempenho do clube em nível estadual acabou levando-o a transpor os limites do Estado em 1988, quando participou do Campeonato Brasileiro da Série C. Na verdade, a performance dos paulistenses nessa competição não foi das melhores uma vez que encerraram o torneio em 19º lugar. Mas, para a época, isso representava um feito extraordinário!

O Paulistano foi um celeiro de jogadores que acabaram despontando para o cenário estadual. O mais ilustre deles foi então menino Rivaldo, que, antes de ir para as divisões de base do Tricolor Pernambucano, foi aluno da escolinha do clube paulistense. Futuramente, esse mesmo garoto se tornaria atacante do Santa Cruz, do Mogi-Mirim e da Seleção Brasileira, entre outros clubes. Além de Rivaldo, outro nome bastante conhecido, com passagem pelo Paulistano, foi o experiente treinador Givanildo Oliveira, que treinou a equipe no Campeonato Pernambucano de 1991.

O Paulistano teria deixado de existir oficialmente em meados da década de 90. No entanto, em 1999, um grupo de empresários locais tentou reativar o clube, mas sem sucesso. A partir daí, ficou apenas a saudade, pois desde então a cidade tornou-se “órfã”. Ou seja: nunca mais teve um representante local para disputar as competições estaduais. Desportistas da cidade acusam as autoridades locais de “subutilizar” o Ademir Cunha. Para eles, a “memória histórica” do estádio não tem sido preservada pelas sucessivas gestões municipais. Polêmicas à parte, a verdade é que nos últimos anos, os torcedores de Paulista, mesmo contra sua vontade, vêm tendo que se contentar com a presença de várias equipes de fora que têm chamado seus jogos para o local, de acordo com suas conveniências e necessidades, como é o caso de íbis, Salgueiro, América, entre outros clubes.

Por Josué Batista, josuebsouza@gmail.com

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