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Em assembleia, metroviários decidem realizar paralisação de advertência na próxima sexta

A próxima sexta-feira promete ser complicada para quem depende do metrô para se locomover na Região Metropolitana do Recife. Dois dias depois do quebra-quebra em trens e na Estação Coqueiral, os metroviários de Pernambuco decidiram agendar uma paralisação de advertência de 24 horas a partir da 0h do dia 04. A mobilização foi definida em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metroviários do Estado (Sindmetro-PE), na noite desta terça-feira (1º). Além do sucateamento do transporte, a categoria quer chamar a atenção do governo pelo repúdio à tentativa de privatização do sistema.

[caption id="attachment_968" align="alignleft" width="331"]Para ratificar a mobilização, uma nova assembleia será realizada pelos metroviários na próxima quinta. (Foto: Peu Ricardo/Arquivo Folha) Para ratificar a mobilização, uma nova assembleia será realizada pelos metroviários na próxima quinta. (Foto: Peu Ricardo/Arquivo Folha)[/caption]

Segundo o presidente do Sindmetro, Diogo Morais, os atos de vandalismo praticados na última segunda-feira já haviam sido sinalizados pela categoria, que reclama da falta de reposição de equipamentos para os trens. “É um absurdo o que aconteceu ontem. Realizamos reuniões com a empresa para tratar justamente da segurança. Reunimos todo o pessoal de estação, e prevíamos que isso fosse acontecer, mas nada foi feito, infelizmente”, lamenta o sindicalista.

De acordo com Diogo, o problema do sucateamento já persiste há um bom tempo, fato que ocasiona na queda da qualidade do serviço e na precariedade do transporte. “O usuário está revoltado de ter que enfrentar o sistema com inúmeras falhas. Por conta da política adotada pela CBTU, não vem peça para substituir, e com isso a manutenção não pode ser feita”, relata. “Há dois trens que estão parados, mas que poderiam estar em operação, que servem de almoxarifado para as outras composições”.

A maioria das atuais máquinas que operam no metrô do Recife foi fabricada na Europa, em meados da década de 1980. Há cerca de três anos, as composições passaram por uma reforma com a implantação do sistema de climatização e novas pinturas. As máquinas foram entregues em dezembro de 2010, mas constantemente apresentam problemas, causando transtornos aos usuários, que muitas vezes se deparam com o atraso nas viagens. As falhas do sistema já foram abordadas no especial “Metrô: 30 anos trilhando desafios e mobilidade”.

Para ratificar a mobilização, uma nova assembleia será realizada pelos metroviários na próxima quinta-feira (03), a partir das 18h. “Vamos somente ratificar a nossa posição, além de decidir como será o movimento. Temos também que comunicar a população sobre a paralisação”, explica Diogo. Segundo ele, a determinação é que todos os serviços sejam paralisados, sem a adoção de esquema especial de funcionamento na sexta-feira. Ao todo, o quadro de maquinistas do metrô do Recife é composto por aproximadamente 130 profissionais, considerado deficitário pelo Sindmetro. Cerca de 320 mil pessoas utilizam o transporte diariamente nas três linhas existentes.

Fonte: Por Geison Macedo, do Folha PE.

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