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Marcha de sindicatos e movimentos sociais para Centro do Recife

Caminhada reuniu milhares de trabalhadores e estudantes. (Foto: Luna Markman / G1) Caminhada reuniu milhares de trabalhadores e estudantes. (Foto: Luna Markman / G1)[/caption]

Trabalhadores tomaram conta do Centro do Recife, na tarde desta quinta-feira (11), para marcar o Dia Nacional de Luta. Pela primeira vez, as sete centrais sindicais que atuam no estado se uniram em um único ato, que terminou com entrega de pautas a uma comissão do governo estadual, na Assembleia Legislativa. A passeata foi pacífica e, segundo a Secretaria de Defesa Social, reuniu cerca de mil pessoas. A Força Sindical contabilizou dez mil manifestantes. Pela manhã, um protesto com fechamento de trechos da PE-60 paralisou as atividades no Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana. Os manifestantes começaram a chegar à Praça do Derby por volta das 14h. Muita gente usava camisas e bandeiras das centrais sindicais e várias categorias profissionais. Estudantes também se uniram ao ato para pedir, prioritariamente, o passe livre nos ônibus. Ainda na concentração, eles foram orientados pela Polícia Militar a não usar máscaras. “As centrais sindicais nos solicitaram para impedir que gente mascarada participe da passeata. Então, quem tiver com atitude suspeita, com intenção de causar distúrbio, terá a máscara recolhida”, explicou o major do 13º Batalhão, Amaral Neto.

[caption id="attachment_513" align="alignleft" width="620"]MST e Fetape participaram da passeata e cobraram reforma agrária. (Foto: Luna Markman / G1) MST e Fetape participaram da passeata e cobraram reforma agrária. (Foto: Luna Markman / G1)[/caption]

Uma hora depois, a passeata seguiu em direção à Avenida Conde da Boa Vista. Moradores de prédios ao longo da via mostravam faixas em apoio ao movimento. Agências bancárias do local não tiveram expediente nesta quinta. O comércio também fechou portas. Algumas lojas optaram por colocar tapumes para proteger o imóvel. Grupos de policias militares estavam dispostos em pontos estratégicos da avenida. A Secretaria de Defesa Social (SDS) preparou um esquema de segurança com 1,3 mil policiais de diversos batalhões militares. Em geral, os manifestantes pediam melhoria nas condições de trabalho, aumento salarial, redução da jornada e fim do fator previdenciário, cálculo da Previdência Social que desestimula aposentadorias precoces. Representantes de movimentos sociais pediam ações nas áreas de educação, saúde e transportes. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) engrossaram o coro pela reforma agrária.

Agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) bloqueavam as ruas ao longo que a passeata seguia em direção à Rua da Aurora, onde fica a sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Os lideres das centrais sindicais chegaram ao prédio por volta das 17h, horário no qual uma comissão do governo deveria recebê-los. A reunião começou com quase uma hora de atraso, no prédio-anexo da Alepe.

A comissão era formada pelos secretários estaduais de Articulação, Aluísio Lessa, e da Casa Civil, Tadeu Alencar, além dos deputados Waldemar Borges (PSB), Daniel Coelho (PSDB) e Severino Ramos (PMN). Eles receberam nove líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), União Geral de Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical e Nova Central, um representante do MST e dois integrantes da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP). No encontro , que durou cerca de uma hora, algumas reivindicações foram expostas e as pautas nacional e social foram entregues à comissão, assim como uma carta aberta. A pauta nacional reivindicada pelas centrais foi aprovada na Conferência da Classe Trabalhadora, realizada em 2010, no estádio do Pacaembú, em São Paulo.

[caption id="attachment_514" align="alignleft" width="346"]Comerciantes colocaram tapumes para proteger as lojas; comércio do Centro fechou as portas. (Foto: Luna Markman / G1) Comerciantes colocaram tapumes para proteger as lojas; comércio do Centro fechou as portas. (Foto: Luna Markman / G1)[/caption]

Reivindicações Os principais pontos são o fim do fator previdenciário, jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, reajuste digno para os aposentados, mais investimentos em saúde e educação, transporte público de qualidade, fim do Projeto de Lei 4330 – que amplia a terceirização, reforma agrária, fim dos leilões do petróleo, combate à inflação e recuperação das perdas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os sindicalistas também pediram a criação de um fórum permanente de diálogo com o governo estadual. “Há muitas questões de relevo nessas pautas. Vamos entregá-las ao governador [Eduardo Campos], e olhar o que é de responsabilidade do governo para saber o que merece ser mudado. Vamos discutir também a criação do fórum”, disse o secretário Tadeu Alencar. “A reunião foi boa, entregamos a pauta, agora a gente aguarda as respostas, queremos um posicionamento do governo e da assembleia. Semana que vem as centrais vão se reunir para avaliar as mobilizações de hoje e fixar prazo para pronunciamento do governo”, comentou o presidente da Força Sindical em Pernambuco, Aldo Amaral. Enquanto a reunião ocorria, a passeata seguiu para a Avenida Guararapes, onde foi dispersada.

Fonte: G1 PE.

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