Artigos Editorial Opinião

Qual o limiar dos canais de notícias? Até onde podem chegar?

Por Jailton Lima, Jornalista e Editor da Folha Metropolitana:

Nós que lidamos e trabalhamos com informação – os canais de mídias de todos os formatos -, devemos zelar, rigorosamente, pela produção e veiculação de notícias honestas, verdadeiras, transparentes; ouvindo sempre os lados envolvidos, para garantir, como a nossa Carta Magna respalda-nos, o direito de liberdade de expressão, mas alicerçados nesses pilares.

Infelizmente, a praga das notícias falsas ou das meias- verdades– as chamadas FAKE NEWS – tem assumido um papel impactante e relevante, mesmo que temporariamente, e, assim, contribuído para a disseminação de inverdades: o estrago e o prejuízo são irreparáveis, infelizmente, isso é o que vemos e escutamos todos os dias. A verdade da notícia, por motivos obscuros, está a reboque de interesses pessoais ou corporativos: isso se configura uma lástima para a comunicação verdadeira, livre e imparcial.

Na última semana, por exemplo, vimos uma reportagem veiculada no Jornal nacional que gerou muita polêmica e controvérsia, envolvendo a pessoa do presidente da República, Jair Bolsonaro. A matéria dizia que o porteiro do condomínio onde o presidente tem uma casa, afirmou que ele teria dado a ordem para um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco entrasse no condomínio residencial. Quem viu, de imediato, a matéria; entendeu que o presidente poderia estar envolvido no crime. Essa foi a reação instantânea dos telespectadores.

Logo em seguida, após o primeiro impacto da notícia, a reportagem só então menciona que na referida noite o presidente estava em Brasília. Portanto, não poderia ser ele a pessoa que autorizou a entrada do suposto criminoso. A reação não só do presidente, mas também de muita gente é que a forma como a TV Globo publicou a matéria pareceu tendenciosa e maliciosa, tentando levar a opinião pública a pensar ou concluir que Jair Bolsonaro poderia ter algum tipo de envolvimento.

A polêmica entre a Globo e o Palácio Presidencial está ainda viva. Pergunta: não seria mais produtivo e transparente, antes que a matéria fosse ao ar, ouvisse primeiro o presidente sobre a suposta acusação feita pelo porteiro? Não seria mais verdadeiro para o público ouvir os dois lados envolvidos na reportagem?

Você, talvez, questione-se, se esses tipos notícias não forem nivelados pela retidão, onde vamos chegar? Todos querem uma imprensa livre, imparcial e honesta que agregue sempre valor à democracia. Mas parece que alguns – não todos – querem enveredar por outros caminhos. Fiquemos em vigilância, sempre zelando pela notícia de qualidade.

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