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Ademar: “Filha surpreende mãe: a ida das empresas para Itapissuma”

O vereador Ademar de Barros (PDT), em entrevista à Folha Metropolitana, no dia 04 de março, comentou sobre a ida das empresas para o município de Itapissuma. Segundo ele, na hora da disputa econômica, Igarassu perdeu a briga para Itapissuma. O esperado parque de fornecedores para o polo automotivo da Fiat havia sido prometido para Igarassu, mas na última semana, foi anunciada a mudança de destino.

Ainda segundo ele, a cidade vizinha teria sido a nova escolhida para instalação das mais de 40 empresas devido a dois fatores, que o primeiro dele seria o terreno. A área liberada pela prefeitura de Itapissuma é de aproximadamente três mil hectares, enquanto em Igarassu esse espaço não ultrapassaria os 110 hectares.

O vereador explicou que outro fator que pesou, tem a ver com uma briga mais antiga, também perdida por Igarassu. O município de Itapissuma abriga empresas do polo cervejeiro, portanto já dispõe de melhor estrutura, que inclui um gasoduto necessário à implantação das novas empresas. “No passado, os grupos cervejeiros também haviam cogitado vir para Igarassu. Aquela foi outra briga que perdemos. Estamos perdendo novamente. São empregos que deixam de ser gerados aqui, impostos que não são arrecadados. Estamos parados no tempo. Precisamos rever a política econômica que tem sido adotada em nossa cidade urgentemente”, protestou Ademar de Barros.

O presidente da Câmara disse que, desde 2010, os grupos políticos de Igarassu utilizaram esse crescimento industrial em discursos de campanha, alegando que influencia política, recolhimento de assinaturas e entre outros argumentos, seriam determinantes para a vinda dessas empresas. “No entanto, nessa época, Itapissuma já atualizava o Plano Diretor e através dele delimitava a área do parque industrial com as respectivas licenças dos órgãos reguladores”, lembrou.

Ademar reforça que é necessário repensar as prioridades do município para que Igarassu não sofra outras perdas no futuro. Citou como exemplo a educação. “A falta de mão-de-obra qualificada é um dos maiores entraves à vinda de novos grupos e o que estamos fazendo quanto a isso? São poucos os locais em Igarassu para que o jovem daqui se capacite. Eu pergunto: por que a prefeitura não investe em cursos técnicos e de qualificação, em ensino de qualidade?”, indagou.

De acordo com Ademar, a situação da educação básica de Igarassu é preocupante. “Recentemente duas escolas foram fechadas, além de uma turma de Educação de Jovens e Adultos na comunidade da Rubina. Como queremos que nossos filhos tenham bons empregos no futuro se não damos a eles educação básica?”, disse. As escolas citadas por ele são Severino Procópio, na comunidade de Santa Helena e a Escola Municipal João Batista de Fraga, em Guereré.

Essas instituições eram as únicas do lugar e para continuarem os estudos as crianças precisarão, agora, pegar ônibus e percorrer cerca de 15 quilômetros até outros bairros. “Espero que esses pontos sejam revistos pelo nosso chefe do Executivo, pois a ele compete todas as decisões”, declarou Ademar, cobrando ações mais firmes da Prefeitura.

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